Exportações em queda: OCDE aponta o dedo às paralisações dos estivadores no Porto de Setúbal

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Patente no estudo da OCDE sobre Portugal, que integra o novo panorama sobre as economias desenvolvidas, ontem divulgado, a organização relata que as paralisações de estivadores que afectaram o Porto de Setúbal na recta final de 2018, afectaram de forma bastante negativa a exportação de automóveis, e, como directa consequência, Portugal sentiu um impacto forte no seu índice de crescimento.

OCDE enfatiza descida nas exportações, tidas como o motor do crescimento

No relatório em questão, adianta hoje o ‘Diário de Notícias’, a OCDE infere que subsistem outros entraves característicos do sistema portuário, como contratos de concessão a operadores privados demasiado longos no tempo, um cenário que é passível de afectar de forma negativa a actividade das empresas portuguesas e, por inerência, condicionar o crescimento económico global do país. «No sector portuário, os contratos de concessão que conferem direitos de exclusividade podem ser adjudicados a operadores privados prestadores de serviços portuários», observa.

Segundo a organização, a expansão das exportações portuguesas – que tem desempenhado o papel de o motor do crescimento na última década – deverá registar o pior momento desde a recuperação no pós-2009. Com a queda das exportações para quase meta do previsto em Novembro de 2018, o crescimento da economia teve de ser revisto em baixa, de 2,1% para 1,8%, adiantou a OCDE.

«Acções sindicais levadas a cabo no Porto de Setúbal» na mira do relatório

Cita o ‘Diário de Notícias’ que «o crescimento das exportações deverá desacelerar em consequência do abrandamento da actividade económica nos principais parceiros comerciais de Portugal», como Espanha e Alemanha. Apontando, de seguida, obstáculos internos que condicionam o comércio externo português: «O crescimento das exportações abrandou no final de 2018, e tal foi, em parte, reflexo das acções sindicais levadas a cabo no Porto de Setúbal, em Novembro e Dezembro, que restringiram temporariamente as exportações de automóveis», explica.

A derradeira recta de 2018 foi turbulenta em termos de protestos laborais – o Porto de Setúbal paralisou devido à luta sindical dos estivadores, patrocinada pelo SEAL, tendo demorado cerca de 5 semanas para se alcançar a paz social (firmada no dia 14 de Dezembro). Ainda assim, mais de cinco meses depois, ainda não foi acertado um contrato colectivo de trabalho, com a entidade sindical e as empresas a trocarem acusações e críticas em pleno processo negocial, que parece arrastar-se indefinidamente.

 

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