camiões antram ancp

Fabricantes de camiões consideram metas de CO2 propostas pela UE «excessivamente agressivas»

Terrestre, Veículos Comentários fechados em Fabricantes de camiões consideram metas de CO2 propostas pela UE «excessivamente agressivas» 325
Tempo de Leitura: 2 minutos

A ACEA (Associação Europeia dos Construtores de Automóveis), entidade que representa os sete principais fabricantes de camiões da UE, revela-se «muito preocupada» com o resultado da votação em plenário do Parlamento Europeu que estabelece as primeiras normas de CO2 para veículos pesados ​​na Europa.

Metas excessivamente agressivas no entender da ACEA

A associação afirma-se «particularmente alarmada» pelas metas excessivamente agressivas de redução de CO2 que uma maioria esmagadora de deputados do Parlamento Europeu apoiou: uma redução de 20% até 2025 e pelo menos de 35% até 2030.

«Estas metas vão para além do proposta feita pela Comissão Europeia em Maio passado, que já era muito desafiante», afirmou Erik Jonnaert, Secretário-Geral da ACEA.

A meta de 2025 também exige que os fabricantes adaptem novas tecnologias nos novos veículos, tecnologias essas que, apesar de estarem já ser desenvolvidas, poderiam não estar inicialmente pensadas para entrar já em execução.

«Os processos de pesquisa, desenvolvimento e de produção da indústria de camiões na Europa seriam afectados negativamente por essas metas, para as quais o curto prazo não corresponde aos longos ciclos de desenvolvimento dos camiões», acrescentou Jonnaert.

«Incentivos sim, penalizações não!»

Apesar de se ter congratulado inicialmente com a proposta da Comissão Europeia no sentido de incentivar os veículos com zero emissões, a ACEA  revela agora preocupações com a votação que prevê a criação de de um mecanismo que visa penalizar os fabricantes que não cumpram as quotas obrigatórias de camiões com zero emissões e/ou emissões reduzidas.

«A Comissão Europeia parece ignorar o facto de que o potencial para electrificar a frota de camiões é muito menor do que para carros, devido a problemas como custos iniciais extremamente altos, limitações de alcance, infra-estrutura insuficiente – particularmente ao longo das rodovias – bem como relutância por parte edos clientes. Os nossos membros continuam empenhados em reduzir as emissões de CO2 o mais rapidamente possível.O que pedimos é uma regulamentação bem equilibrada que incentive, apoie e acelere a mudança tecnológica em direcção a motores de baixa e zero emissão de poluentes, sem comprometer a competitividade da indústria», afirmou Jonnaert.

Author

Back to Top

© 2018 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com