Fecho da secção Karlsruhe-Basileia prejudica operadoras ferroviárias suíças

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No passado dia 12 de Agosto, o colapso de um túnel em Rastatt (Karlsruhe, na Alemanha) obrigou ao fecho de uma importantíssima secção do corredor ferroviário Reno-Alpes; desde então, a passagem não mais voltou a estar activa, obrigando as companhias de transporte de mercadorias a desesperar por soluções alternativas…até 7 de Outubro, data da reactivação do troço. Enquanto isso, a estagnação do transporte ferroviária de carga tem sido uma realidade, e só a capacidade das operadoras para gerar respostas poderá valer, principalmente às companhias suíças.

Empresas como a SBB Cargo, SBB Cargo International e Hupac foram obrigadas a traçar planos de contingência para contornar o embaraço infra-estrutural que se vive desde dia 12 de Agosto. Fortemente afectadas pelo encerramento da secção Karlsruhe-Basileia, que liga a região alemã à cidade helvética, as companhias suíças optarem por soluções intermodais, apostando, em várias casos, no detrimento do meio ferroviário pela via rodoviária. As críticas à gestão do problema têm sido dirigidas, naturalmente, à Deutsche Bahn e ao Executivo alemão, que nunca apresentou qualquer plano para mitigar os efeitos do encerramento.

Companhias suíças buscam alternativas intermodais

A SBB Cargo e a SBB Cargo International operam cerca de 600 comboios de mercadorias por semana, tendo sido gravemente afectados pelo fecho do troço; ambas, tal como a BLS Cargo, exploram agora outras rotas (pela Alemanha mas também pela França). A Hupac também não sai ilesa deste entrave, vendo a sua actividade afectada em cerca de 70% – de acordo com informações por si mesma avançadas – e sendo obrigado a encontrar rotas alternativas através de Brenner, Estugarda, Tarvisio (Itália) e França. Todas estas emendas ao problema custam, de acordo com as operadoras, vários milhões de euros adicionais.

Recordamos que este dossier, atentamente seguido pela Revista CARGO, já mereceu duras críticas por parte da União Internacional das Companhias de Transporte Intermodal (UIRR) que se referiu ao presente Verão como o «Verão da miséria infra-estrutural ferroviária», reparos por parte do Porto de Roterdão (também afectado devido ao tráfego de contentores que o leva como destino) e até reflexões do Porto de Basileia, que, numa nota à imprensa, relevou o papel da intermodalidade como tábua de salvação do problema desencadeado em Rastatt – «Este incidente mostrou claramente que todos os meios de transporte são precisos».

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