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Federação Europeia dos Transportes teme o colapso no abastecimento de combustível

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A Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes deixou um aviso: é tempo de olhar, sem demoras, para as «más condições» em que operam os motoristas internacionais na União Europeia. A escassez, cada vez mais gritante, de motoristas, tem estado no epicentro da problemática da ruptura no abastecimento de combustíveis. O Reino Unido tem sofrido, consideravelmente, mas outras nações se seguirão.

Federação Europeia dos Transportes avisa para potencial «colapso»

Em declarações prestadas à TSF, a secretária-geral da Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes explicou que a Europa continental poderá enfrentar um problema logístico similar ao que se vive no Reino Unido (e que a Revista Cargo tem acompanhado ao pormenor), de carência de abastecimento nos supermercados e postos de combustível – empresas como a BP viram-se forçadas a fechar alguns postos.

Lívia Spera vinca que «a escassez de motoristas é uma questão de más condições de trabalho, maus salários, um mau período para os motoristas». O problema não é novo e tem sido alvo de um agravamento nos últimos 20 anos: o Brexit e a pandemia foram a gota que fez transbordar o copo. A negligência do poder político, ressalvou, fez com que o problema se arrastasse, sendo, agora, de complexa resolução.

Motoristas foram abandonados, aponta Lívia Spera

Com a íngreme escalada dos preços dos combustíveis que se vive actualmente, Lívia Spera teme que «possa traduzir-se em piores condições para os trabalhadores», já que «haverá menos dinheiro para gastar em salários». «De repente, os motoristas foram deixados nas estradas. As casas de banho encerradas. Os duches encerrados. Os parques de estacionamento, que na Europa já se encontram em péssimo estado, até ficaram inacessíveis. Foram deixados sozinhos. Por vezes até abandonados», sublinhou, à TSF, a responsável da Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes.

A Federação Europeia dos Transportes assinou uma carta, dirigida à Assembleia Geral das Nações Unidas, em que alertam para o «colapso mundial» do sistema de transportes a nível internacional. A carta é assinada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo, pelo Sindicato de Transporte Rodoviário e a e pela Federação Internacional de Trabalhadores dos Transportes, que representam 65 milhões de trabalhadores. Na missiva ressalva-se a «escassez de trabalhadores que se verifica em todos os sectores«, e que foi acentuada pela pandemia, podendo forçar a «saída de muitos outros».

Fonte: TSF

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