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Ferrmed lamenta ausência de um plano director 2020-2030 para o Corredor Mediterrâneo

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A Ferrmed veio a terreiro lamentar a falta de um plano director que contemple, na década 2020-2030, o desenvolvimento do Corredor do Mediterrâneo, desde a fronteira francesa até Algeciras. Coincidindo este período com a implementação da variante Vandellòs, que reduzirá o tempo de viagem entre Barcelona e Valência, a entidade chefiada por Joan Amorós enfatiza que a nova linha mista (que coloca em contacto Barcelona e a fronteira) permanece desconectada dos terminais de carga intermodais de El Far e La Llagosta, e da propriedade industrial de Baix Llobregat.

Segundo adianta a imprensa espanhola, a Ferrmed deixa também críticas ao atraso nos trabalhos referentes ao acesso ferroviário ao porto de Barcelona, «projectado há mais de doze anos» e aos adiamentos «no novo terminal do antigo canal de Llobregat», um projecto que, salienta a Ferrmed, «ainda não tem data específica de conclusão». Além disso, vinca a associação, não está sequer nos planos a passagem para bitola internacional da Linha de Portbou nem o desdobramento das linhas entre Girona e Tarragona-Reus para cargas, evitando o tráfego de passageiros.

As críticas não se ficam por aqui: aponta a Ferrmed que a bitola internacional entre Catellbisbal e Tarragona encontra-se a ser instalada mediante uma terceira faixa, em linhas nas quais, na maioria das vezes, são destinadas ao tráfego de passageiros. «Felizmente, a Adif acatou a nossa recomendação de aproveitar o antigo túnel de Catellbisbal, apesar de ser de via única, mesmo tratando-se apenas de um paliativo de curto prazo, uma vez que nem a ponte Llobregat nem a estação Martorell se expandem para acomodar, pelo menos, uma rota adicional à fábrica da SEAT», vinca.

Por esse motivo, considera a Ferrmed ser fundamental a edificação de uma nova linha de mercadorias (pelo interior), desde o nó Catellbisbal até Reus, já prevista no plano do Ministério do Desenvolvimento, apresentado em Barcelona durante o ano de 2011. A associação multi-sectorial advoga também que o Corredor do Mediterrâneo deverá dispor de duas linhas de via dupla até Algeciras, considerando ser inexplicável que a variante de Vandellòs envolva o encerramento da linha actual e que a conexão com a linha Tarragona-Reus seja feita em uma única via.

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