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Ferrovia com investimento «sem precedentes» almeja maior conectividade e «integração ibérica»

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Durante o seu discurso, que marcou o primeiro dia do 14º Congresso da ADFERSIT, Jorge Delgado, Secretário de Estado das Infra-estruturas, salientou que, em conjunto, o Plano de Resiliência e o Plano Nacional de Investimentos (PNI 2030) farão «face aos desafios e necessidades da próxima década». Serão alocados 42 mil milhões de euros ao sector dos Transportes e da Mobilidade, com a ferrovia a absorver um investimento «sem precedentes», vincou Jorge Delgado. A coesão territorial, a interoperabilidade e a «integração ibérica» são prioridades.

Coesão, competitividade e sustentabilidade: os pilares do futuro

Secretário de Estado das Infra-estruturas Jorge DelgadoA perspectiva estratégia que agrega os dois instrumentos – em consonância com o programa Ferrovia 2020 – «assentará em três objectivos estratégicos: coesão, através do reforço da conectividade dos territórios e da actividade económica, valorizando o capital natural; competitividade e inovação, com a melhoria das condições estruturais do território nacional; sustentabilidade e acção climática, através da descarbonização da economia e da transição energética», elencou o Secretário de Estado, aprofundando o PNI 2030.

«Trata-se de um plano que incorpora investimentos num montante superior a 42 mil milhões de euros, cujo financiamento terá diversas fontes: cerca de 28% serão dotações do OE; idêntico montante prevê-se que venha de quadros financeiros plurianuais europeus; 8% serão oriundos do instrumento de recuperação e resiliência; e os restantes 33% terão origem em investimento privado» Ao sector dos Transportes e da Mobilidade, frisou, ficam alocados cerca de 50% do total do investimento previsto, ou seja, aproximadamente, 21,6 mil milhões de euros.

Projectos ligados à ferrovia contarão com financiamento de 10,5 mil milhões

IP ferrovia«Dentro deste sector, os projectos da área ferroviária são os que consomem maior fatia, com cerca de 50%, ou seja, cerca de 10,5 mil milhões de euros. Temos também investimentos rodoviários previstos, na ordem dos 2 mil milhões de euros, dos quais se destaca um importantíssimo programa de segurança rodoviária, renovação, reabilitação e redução do ruído; um programa de construção de missing links, para tentar resolver problemas que todos conhecemos; um programa de conectividade transfronteiriça» e a «continuação da promoção da mobilidade eléctrica», explicitou.

Apostando no Plano de Resiliência e no PNI 2030, «o Governo tem em mente dotar o país de infra-estruturas mais resilientes, sustentáveis e mais acessíveis a todos. Na área da rodovia, temos pequenas ligações que foram sendo adiadas e que podem significar mudanças muito concretas na vida das pessoas e das empresas. Estamos a falar de ligações a zonas empresariais, do fecho da malha rodoviários regional e de ligações transfronteiriças, que são fundamentais para o nosso território e para o aumento da nossa competitividade. Na ferrovia, propomos fazer um investimento sem precedentes no último século, a nível de infra-estrutura e de material circulante. Iremos concluir a electrificação da nossa rede ferroviária», vincou.

Interoperabilidade e comboios de 750 metros

No âmbito do Corredor Atlântico, prosseguiu Jorge Delgado, o Governo quer «dotar a rede de interligação com a Europa de condições para a sua interoperabilidade, em absoluta articulação com as entidades reguladoras das redes transeuropeias de transporte e com as entidades gestoras dos programas de financiamento. Para esta interoperabilidade, concorre não só a electrificação como também a instalação de um sistema de sinalização normalizado, europeu e interoperável, e, ainda, a adaptação da infra-estrutura para comboios de mercadorias de 750 metros» – um progresso que está em consonância com a visão expressada, também no Congresso, por Carlos Vasconcelos, administrador da empresa Medway.

«É chegada a hora de novos investimentos que transformarão, de forma muito relevante, a mobilidade das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa. Investimentos que reforçarão a coesão territorial, procurando levar a ferrovia a todas as capitais de distrito. Investimentos que permitirão intensificar a integração económica ibérica, através do reforço das ligações ferroviárias e rodoviárias transfronteiriças», rematou Jorge Delgado.

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