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Ferrovia europeia: «Milhares de quilómetros» serão precisos para «duplicar» o transporte de cargas

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Pedro Nuno Santos, Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, fechou, com a sua intervenção, o evento ‘Portugal Railway Summit 2021’, realizado via online nos dias 2 e 3 de Fevereiro. Na visão do governante, a ferrovia europeia enfrenta vários desafios, e, para singrar, necessita de investimentos possantes e estruturais: serão precisos «milhares de quilómetros» de novas vias para que «duplicar» o transporte de cargas, alertou.

É chegada a hora de debater «o futuro da ferrovia na Europa»

«A ferrovia é a prioridade da nossa presidência em matéria de transportes. Nós achamos que é a altura certa para abrir uma discussão política abrangente sobre o futuro da ferrovia na Europa», declarou Pedro Nuno Santos, lembrando que a Comissão Europeia apresentou, há cerca de mês e meio, «uma Estratégia para a Mobilidade Inteligente e Sustentável. Entre os objectivos que lá estão declarados, está o de duplicar o transporte de mercadorias e triplicar o transporte de passageiros em alta-velocidade até 2050».

Pedro Nuno SantosTratam-se de objectivos «ambiciosos e nós estamos completamente alinhados com eles», vincou. No entanto, «é preciso saber o que é preciso para os concretizar. Para que seja possível duplicar o transporte de mercadorias e triplicar o transporte de passageiros por ferrovia será preciso construir milhares de quilómetros de novas vias férreas por toda a Europa. Isso não é possível com os actuais níveis de investimento, e ainda nem sequer falámos sobre o que é preciso para retirar automóveis das grandes cidades. É fácil colocar objectivos ambiciosos no papel ou nuns slides, mas depois é preciso que as políticas e as decisões os acompanhem. Esta mensagem vale tanto para nós próprios como para o resto da Europa», declarou.

No caso da ferrovia, denotou o Ministro das Infra-estruturas, «não há outra hipótese para tornar realidade estes objectivos, senão o investimento público. Não é só na infraestrutura que o Estado é indispensável». Também na operação, com excepção de alguns serviços de alta velocidade, o mercado, «só por si, não fornece os serviços de que a sociedade precisa para funcionar e para dar às pessoas melhor qualidade de vida. É assim em todo o mundo: o transporte ferroviário é quase sempre deficitário em termos estritamente financeiros, mas traz enormes benefícios para a economia e para a sociedade. Por isso, encaixa perfeitamente na definição do que deve ser um serviço público», rematou o governante.

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