Luís Figueiredo (Grupo ETE): «O Porto de Setúbal tem um potencial de crescimento único»

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Em entrevista concedida ao jornal regional ‘O Setubalense’, o administrador do Grupo ETE Luís Figueiredo falou sobre o porto sadino, abordando a relação entre o Grupo e o Porto de Setúbal, enclave considerado fulcral em termos de hinterland, inserido numa região altamente industrializada e procurada regularmente por empresas exportadoras.

«A ligação do GRUPO ETE ao Porto de Setúbal já remonta ao final dos anos 80 quando, para desenvolver a operação portuária, a ETE (Empresa de Tráfego e Estiva) constituiu, com a Nuno de Mesquita Pires, a SETEFRETE, empresa na qual mantém ainda a sua participação», lembrou Luís Figueiredo, enfatizando a relação do grupo com o porto sadino. «Actualmente, o Grupo ETE também está presente em Setúbal com a NAVEX, na área de agenciamento de navios, e com a ETE Logística», acrescentou.

Com «hinterland importantíssimo», Setúbal é vital na «estratégia portuária» nacional

Quando questionado sobre a importância do Porto de Setúbal para o Grupo ETE, o administrador foi peremptório no elogio das capacidades e potencialidades sadinas: «O Porto de Setúbal tem um hinterland importantíssimo e a região de Setúbal é uma das mais industrializadas do país, com grande potencial de desenvolvimento e grandes empresas exportadoras que utilizam regularmente o porto. Qualquer operador logístico, seja ele portuário ou não, tem de olhar para o Porto de Setúbal como parte fundamental do sistema logístico nacional», respondeu.



«Setúbal é um dos principais portos nacionais e tem naturalmente um peso fundamental para o Grupo ETE», vincou Luís Figueiredo ao ‘Setubalense’, acrescentando ser impossível «pensar numa estratégia portuária e logística integrada sem incluir o Porto de Setúbal».

«Porto de Setúbal tem um potencial de crescimento único»

Questionado sobre o actual «sub-aproveitamento» da frente portuária do porto sadino (apenas 1/3 operacional, ressalvou o entrevistador), Luís Figueiredo não hesitou em responder: «A procura. Quem define a expansão de um porto tem de ser a procura».

No entender do administrador, não houve ainda «necessidade de aumentar os cais acostáveis», mas, frisou, existe «potencial de crescimento» para dar resposta a futuras exigências de espaço: «Um bom exemplo é a Autoeuropa; quando se decidiu a sua instalação em Setúbal, criaram-se de imediato as condições para satisfazer as suas necessidades portuárias», relembrando: «O Porto de Setúbal tem um potencial de crescimento único, constituindo, sem dúvida, uma reserva portuária importante».

O discurso de Luís Figueiredo contemplou ainda o tema do progresso enquanto pilar da competitividade: «Os portos nacionais não podem parar no tempo, têm de evoluir». Para o administrador, os investimentos de que tem sido alvo o sistema portuário nacional «são essenciais» para «se manter um sistema portuário moderno e com standards elevados». «O Estado deve ter a sua cota parte nos investimentos, pois só assim poderá também atrair investimento privado», explicou.

«Penso que todos os agentes económicos ligados à logística portuária vão usufruir destes investimentos e, o GRUPO ETE não será excepção. Estamos sempre interessados em abraçar projectos que possam construir valor no médio e longo prazo», rematou Luís Figueiredo, assim concluindo a entrevista ao jornal regional.



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