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Frete na rota Xangai-Roterdão: movimentar um contentor pode chegar a custar 12 mil euros

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O Índice Mundial de Contentores (avalia o custo do frete marítimo contentorizado) prossegue a sua ascensão: o cenário, despoletado na sequência do surgimento do novo coronavírus, desencadeou a subida constante do frete, forçando carregadores e transitários a custos adicionais na arquitectura das suas cadeias de abastecimento. Exportar ou importar via contentorizada é cada vez mais caro, ao passo que os lucros dos armadores sobem.

Quando o frete se torna um verdadeiro…«frete»

Os aumentos têm sido drásticos e na rota que liga a cidade chinesa de Xangai ao maior porto de contentores da Europa, o Porto de Roterdão (Países Baixos), um contentor de 67 metros cúbicos tem já um custo de transporte associado de mais de 11 600 euros. Nada mais nada menos que um aumento de +659% face ao mês de Agosto do ano passado. Muitas são as empresas que se queixam dos elevados preços para transportar contentores.

Os aumentos nos índices de frete contentorizado, que, de acordo com o presidente executivo da Associação dos Transitários de Portugal, chegam, por vezes, a atingir, em certas rotas, os 2000%, têm sido conotados oficialmente com o surgimento e persistência da epidemia de COVID-19, mas várias são as instituições e associações, um pouco por todo o mundo, a responsabilizar a postura pouco ética dos armadores líderes de mercado.

António Nabo Martins APATOs armadores, por sua vez, calculam que a crise global (que também é definida pela sistémica escassez de contentores, iniciada com o progresso do coronavírus) continue pelo menos até ao fim do primeiro trimestre do próximo ano – as paralisações em determinados portos chineses têm também atrasado a recuperação de uma certa normalidade logística. Além da rota Xangai-Roterdão, nas outras rotas os aumentos também são bastante significativos, na ordem dos +360%.

Empresas (exportadoras ou importadoras), carregadores e transitários encaram o cenário com bastante apreensão, uma vez que os preços estão, em cascata, a aumentar: desde a solução de transporte ao preço do produto final, sendo, o consumidor, um dos grandes prejudicados. «A nossa situação é igual à situação que neste momento ocorre no mundo inteiro. É má», declarou, à TSF, António Nabo Martins, da APAT.

Fonte: TSF

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