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Garland investe para estar na vanguarda da Economia do Mar na Península Ibérica

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A história já foi repetida uma quantidade de vezes suficiente para se ter tornado numa lenda no mundo empresarial
português. Aquela que é actualmente uma das cinco empresas mais antigas em actividade no país, operando na área de transportes, logística e navegação, surgiu na sequência de uma tempestade que revelou a Thomas Garland o potencial comercial de Lisboa para a venda do bacalhau que trazia da Terra Nova. O jovem comerciante viu-se obrigado pela intempérie a desviar a sua embarcação para o porto da capital portuguesa e, para não perder toda a carga que transportava, decidiu tentar vendê-la. E foi bem-sucedido.

No ano seguinte, em Abril de 1776, ainda os Estados Unidos da América estavam a cerca de três meses de conquistar a sua independência, o britânico fundou em Lisboa a Garland. Gerida por quatro gerações da família que lhe deu o nome, o grupo é actualmente liderado pelas quarta e quinta gerações da família Dawson e tem capital 100% português. Pode-se, assim, afirmar que a navegação está na génese da Garland, ainda que a empresa apenas se tenha tornado agente de navegação quase um século depois, em 1856. A forma como o negócio viria a arrancar tem por base uma história também digna de lenda. Os armadores de Liverpool procuravam um agente em Portugal e fizeram da empresa portuguesa sua parceira através de um contrato de cinco linhas, assinado por todos os operadores daquele que, na altura, era o principal centro de navegação da Europa. «No mundo moderno em que vivemos, seria impossível algo assim acontecer. Esse contrato, que não é mais do que uma página escrita à mão com as assinaturas de todos os armadores de Liverpool, sem qualquer consideração em termos de concorrência, permitiu-nos disponibilizar em Portugal serviços de transporte de carga convencional e em contentores de e para destinos como Europa, Mediterrâneo, Ásia, Médio e Extremo Oriente e Américas do Norte, Central e do Sul. Muitos destes armadores mantiveram a Garland como sua representante ao longo de mais de cem anos, sempre com base no mesmo contrato, vindo muitos deles a tornarem-se amigos pessoais e não apenas parceiros de negócio», conta Mark Dawson, administrador do Grupo Garland responsável pela área da Navegação.

Actualmente, o negócio do mar, desenvolvido pelas empresas Garland Navegação, Ocidenave e Ocidenave España,
constitui uma das quatro unidades do Grupo, além de Transportes, Logística e Corporativa. Não obstante as grandes transformações que o mercado global tem vindo a atravessar, potenciadas pelas fusões entre grandes armadores, pela construção de cada vez maiores navios com grande capacidade de carga, desenvolvimento tecnológico da actividade e pelas questões laborais, a Navegação continua a representar 46% do volume de negócios do grupo.

Com escritórios em Portugal, em Lisboa, Leixões, Setúbal e Portimão e, desde 2014, em Espanha, em Barcelona, Valência e Algeciras, a Garland representa seis dos principais operadores de transporte de contentores, com mais de 250.000 TEUS transportados no ano passado. Mas, hoje, o negócio “é muito mais diversificado”, como aponta Mark Dawson. Deste modo, além de soluções para todos os tipos de transportes marítimos, sejam convencionais ou contentorizados, as empresas de navegação do Grupo Garland disponibilizam serviços de atendimento a todo o tipo de navios, quer de carga ou de passageiros, de áreas tão diferentes como a agro-alimentar ou navios de guerra. Numa altura em que as importações crescem mais rapidamente que as exportações, a balança comercial portuguesa continua, porém, a registar saldo positivo, com um excedente de 185 milhões na primeira metade deste ano. Quisemos então saber que bens entram e saem do nosso país. «Importamos todo o tipo de produtos e matérias-primas e exportamos sobretudo pasta de tomate, papel, têxteis e calçado, componentes automóveis, metalomecânica e mármore e outros derivados de pedra», adianta o administrador.

Uma das tendências que tem marcado o sector a nível mundial nos últimos anos é a criação de alianças entre grandes grupos de operadores. Uma das últimas fusões – entre os armadores japoneses Kawasaki Kisen Kaisha (“K” Line), Mitsui OSK Lines (MOL) e Nippon Yusem Kabushiki (NYK) – deu origem à Ocean Network Express (ONE). Parceira há mais de 25 anos da “K” Line Portugal, a Garland manteve a joint venture com a ONE. «É para nós um grande orgulho participarmos num dos maiores operadores do mundo na área da navegação», diz Mark Dawson.

A indefinição marca o futuro e a paz social nos portos não parece ser para ficar. As receitas ressentem-se – a perda de escalas afecta os investimentos e a continuidade de postos de trabalho. Apesar disso, «a Garland continuará a investir por forma a estar na vanguarda das agências de navegação, oferecendo soluções inovadoras e todo o seu know-how e profissionalismo no mercado ibérico», promete Mark Dawson.

* Esta publireportagem integra a edição Julho/Agosto de 2018 da edição impressa da REVISTA CARGO.

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