Corrida aos ‘hubs’ de GNL: gás natural em ascensão global coloca Sines na ‘pole position’

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O mercado do gás natural continua a acelerar rumo à importância transversal na economia global e Portugal espreita a real oportunidade de capitalizar essa mudança de paradigma energético – entre o domínio produtivo dos EUA, o massivo consumo chinês e a busca, por parte da Europa, de alianças capazes de alimentar a crescente procura, está Portugal, com o trunfo do Porto de Sines na manga, pronto a jogar a cartada estratégica já elogiada, tanto pela Ministra do Mar como pelo Primeiro-ministro.



Procura global por gás natural crescerá 1,6% ao ano, entre 2018 e 2023, diz a AIE

Restam hoje poucas dúvidas de que Portugal poderá ser um ponto de entrada crucial para escoar o gás natural liquefeito (GNL) norte-americano no mercado europeu – e os dados mais recentes indicam que se aproxima a altura ideal para apostar nessa solução estratégica. A procura global por gás natural deverá crescer 1,6% ao ano, entre 2018 e 2023, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE) e atingirá os 4.100 mil milhões de metros cúbicos dentro de cinco anos. Além disso, novas vagas de projectos expandirão velozmente a capacidade deste tipo de gás em 30% até 2023, reforçou a AIE.

Gás natural em ascensão: «oferta tenderá a aumentar»

A perspectiva da consultora Markit aponta para que a produção dos EUA suba 10% em 2018 e 60% nos próximos 20 anos. Ao ‘Jornal Económico’, Carlos Jesus, director adjunto do Caixa BI, explicou que a tendência veio para ficar: «O consumo de gás natural no mundo tem vindo a crescer nas últimas décadas, com a China a registar uma expansão significativa. A oferta tenderá a aumentar, acompanhando o previsível crescimento da procura, com os EUA, Rússia, Austrália, Golfo Pérsico, mas também Moçambique, a serem os principais drivers em termos produção de gás natural».

Portugal espreita oportunidade de ouro com Sines na manga

Com três grandes rotas de importação de por gasoduto (Rússia, Mar do Norte e Norte de África), a Europa procurará reduzir a sua dependência energética da Rússia, apostando, para tal, no aumento das importações de gás liquefeito. «Novas descobertas de gás no Leste do Mediterrâneo podem também aumentar o leque de possibilidades de importação de gás», explicou ao jornal Carlos Jesus. Assim se conjuga o cenário perfeito para que Portugal emerja como player de referência, apresentando Sines como solução privilegiada.

«O porto de Sines é actualmente o único em condições de receber GNL em Portugal, contra os sete portos espanhóis. A sua localização poderá ser factor determinante caso seja alvo de aumento de capacidade visto estar abaixo da média dos portos espanhóis», referiu Alfredo Sousa, trader do banco Best ao ‘Jornal Económico’.



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