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GASNAM: 17% do gás utilizado na mobilidade europeia é de origem renovável

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Incontornável: «A utilização de gás renovável como combustível já é uma realidade na Europa», vinca, em comunicado, a GASNAM, apoiando-se nos dados agora revelados pela NGVA Europe. De 4.120 estações de serviço GNC e GNL actualmente a funcionar na Europa, mais de 25% fornecem biometano aos consumidores. Tal equivale a uma média de 17% de todo o gás utilizado como combustível nos transportes (2,4bcm/23,4TWh).

«O efeito que isso tem na redução das emissões de CO2 é extremamente positivo: a redução das emissões de CO2 proporcionada por 17% do gás renovável misturado com gás natural convencional e utilizado como combustível nos veículos é entre 30% e 38% mais baixo do que numa utilização de gasolina ou gasóleo», explica a associação, lembrando que as infra-estruturas e veículos de GNL e GNL são compatíveis como gás renovável.

Isto quer dizer que o gás natural fornecido nos sistemas e utilizados nos veículos actuais pode ser completamente substituído por gás renovável sem qualquer modificação ou investimento adicional. «No sector dos transportes pesados, o GNL está a registar um rápido crescimento, e hoje representa uma verdadeira alternativa ao gasóleo. Em 2019, a matriculação de veículos novos a GNL duplicaram face a 2018, e hoje são mais de 10.000 os camiões a GNL nas estradas europeias», denota a associação ibérica, que se bate pela apologia das potencialidades do gás natural na mobilidade.

Embora se admita que a produção de GNL biológico esteja numa «fase inicial», é já uma «realidade cada vez mais presente e em que os países do Norte da Europa estão na vanguarda», denota a GASNAM, dando o exemplo da Noruega, onde o bioGNL é produzido a partir de uma fábrica que trata 100 toneladas, diariamente, de resíduos das indústrias de pesca e tem a capacidade de abastecer uma frota local de 300 camiões a GNL.

Itália é outro dos ‘laboratórios’ da experiência, com resultados positivos: actualmente existem mais de 20 projectos para novas centrais de GNL biológico que poderão apoiar localmente a procura local de GNL como combustível também nas ilhas. «Noutros países, como a França, a Espanha e a Alemanha, o BioGNL para os transportes está a ganhar força», vinca a associação. «O biometano já tem a tecnologia disponível e um sector pronto a utilizá-lo extensivamente, de forma a aumentar a sua penetração no mercado» – tal será vital para a descarbonização dos transportes, defende.

«Temos de agir para encontrar uma forma de integrar, de forma harmoniosa e eficiente, todas as opções disponíveis num que não só deva visar alcançar apenas objectivos em 2050, mas sim começar já hoje», instou a associação na missiva hoje distribuída.
«Em primeiro lugar, temos de criar o quadro legislativo adequado para que o biometano nos transportes possa desempenhar o seu papel. Por conseguinte, a futura revisão do Regulamento sobre as Emissões de CO2 terá de identificar o instrumento adequado, capaz de ter em conta as emissões de todo o ciclo de vida dos combustíveis e não apenas as do tubo de escape», rematou a GASNAM.

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