GASNAM urge à «dinamização do mercado de combustíveis alternativos junto da população»

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A GASNAM vincou, em parecer enviado à NGVA Europe, que, apesar da Directiva 2014/94 /UE ter sido «essencial no desenvolvimento do mercado de Gás Natural Veicular (GNC e GNL) em Portugal», a par de outras tecnologias no âmbito do Pacote Europeu ‘Clean Power for Transport’, «não foram criados os instrumentos e incentivos necessários a um desenvolvimento compatível com a necessidade de dinamização do mercado de combustíveis alternativos junto da população em geral e dos consumidores».

A Directiva 2014/94 /UE «criou um enquadramento legal, regulamentar e político para a implementação de uma rede depostos de abastecimento em Portugal», frisa a associação ibérica; de facto, a rede lusa «conta com 5 estações de GNC, 2 estações de GNL e 6 estações mistas de GNL/GNC (produção local de GNC a partir de vaporização de GNL em contexto off-grid), o que garante uma rede já com alguma capilaridade para o tráfego profissional de longo curso». No entanto, aponta a GASNAM, tal «é claramente insuficiente para normalizar a mobilidade alternativa a gás natural como combustível para a mobilidade urbana e para a distribuição de última milha».

«Ao nível do transporte público de passageiros, onde os veículos a gás estão a ter um peso significativo, a existência de postos de abastecimento dedicados tem vindo a ser a solução encontrada, com excelentes resultados em termos económicos, sociais e ambientais. Considerar o GNV como uma opção real de combustível para mobilidade requer a remoção das barreiras ao utilizador relativas à acessibilidade aos pontos de abastecimento, uma barreira que não existe nos combustíveis tradicionais (gasolina, diesel)», declarou a associação.

«Uso do GNV continuará limitado a usos muito pontuais», lamenta a GASNAM

gas natural bombaNo entender da GASNAM, «enquanto a infra-estrutura permanecer nos níveis quantitativos actuais, o uso do GNV continuará limitado a usos muito pontuais, sem gerar economias suficientes para uma implementação ampliada, limitando o potencial de esforços para aumentar as fontes renováveis de gás e dificultando o desenvolvimento de ecossistemas necessários para a implementação de hidrogénio verde e outros gases renováveis».

«A infra-estrutura necessária de GNV que elimina essa barreira actual perante o utilizador é, portanto, comparável à dos combustíveis tradicionais, que com décadas de desenvolvimento nos critérios de livre mercado, garante que a sua extensão actual seja eficiente do ponto de vista económico e do utilizador e que esteja estimado, em Portugal,em cerca de 2.000 veículos por posto de combustível tradicional», aprofunda a associação, que luta pela promoção do gás natural no sector dos transportes, numa nova era pautada pela mobilidade sustentável.

«Considerando esse indicador como o ajustado a uma infra-estrutura de abastecimento de gás combustível (natural, biometano, sintético, etc.) e considerando uma penetração na frota de veículos entre 5% (mínimo) e 10% (ambicioso, levando em consideração o bom desenvolvimento e implementação do biometano, do Bio GNL e do H2), são necessários entre 150e 300 postos de abastecimento de GNV», argumenta a GASNAM.

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