Gasoduto via Pirenéus é projecto «de máxima importância» para «autonomia» energética da Europa

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Questionado ontem (dia 12) sobre o actual estado do projecto referente ao gasoduto que permitiria a Portugal exportar gás natural para o centro da Europa a partir do Porto de Sines, o Ministro das Infra-estruturas, declarou, à margem da visita do Secretário de Estado da Energia dos EUA ao Porto de Sines, que o processo, apesar de ter sido chumbado pelos reguladores de Espanha e França, «está longe de estar terminado». Neste tema, a sintonia é «total» com os EUA, que, pela voz de Dan Bouillette, mostraram-se a favor da diversificação do fornecimento energético europeu.

«Tivemos uma decisão desfavorável do regulador francês e do regulador espanhol, mas é um processo que está longe de estar terminado. É fundamental, e não apenas para Portugal mas para o abastecimento da Europa, que nós consigamos ter um pipeline ou gasoduto a passar pelos Pirenéus. Portanto, esse é um projecto que consideramos de máxima importância, logo, continuaremos a lutar para que ele possa acontecer», vincou.

«Gasoduto iria aumentar a autonomia» energética da Europa

Para Pedro Nuno Santos, existem «duas ordens de razões» que explicam a elevada importância do projecto: «uma ordem de razão económica, porque, obviamente, trata-se de diversificar a oferta de energia e de gás na Europa, e isso é, em si, um bem, que permitirá aumentar a competitividade, pois estamos a falar do gás de xisto, que, neste momento, pode oferecer uma competitividade muito grande do ponto de vista do preço; depois, a outra ordem de razões, que tem que ver com a autonomia da Europa no que diz respeito ao abastecimento energético. Nós dependemos muito do gás da Rússia, do Norte de África também, assim como da Turquia», explicou o governante aos jornalistas.

«Este gasoduto iria aumentar a autonomia e diminuir a dependência da Europa face a alguns países. Seria um ganho muito importante, para a Europa e, obviamente, para Portugal, país onde está o porto que receberia este gás vindo dos EUA. Não vamos desistir, vamos continuar esse trabalho, pois é fundamental para a Europa», acrescentou Pedro Nuno Santos, secundado, logo a seguir, pela posição da Dan Brouillette. «Neste ponto, o Governo de Portugal e o dos EUA concordam em completo. Estamos em total consonância quanto ao pipeline», salientou o Secretário de Estado.

Dan Bouillette defendeu «competição» para forçar baixa de preços da Gazprom

«Tal como o ministro mencionou, tem sido uma postura há muita adoptada, não apenas por Portugal mas também pelos EUA, no sentido de apontar que a Europa tem vindo a estar, em muitos aspectos, demasiadamente dependente de um fornecedor de Energia. O que temos visto é: onde existe competição, ocorrem descidas de preços do gás, o que é bom, não apenas para os governos europeus em termos de diversidade, mas também para o próprio consumidor, pois conseguem obter um melhor preço. Basta olharmos para o mais recente exemplo desta dinâmica: a Lituânia. A Gazprom reduziu os preços cerca de -30% apenas devido à ‘ameaça’ da construção de instalações para a importação de GNL. Portanto, sempre que vemos este tipo de competição, acabamos por ver a Gazprom a baixar os seus preços, e isso é óptimo para os consumidores», rematou Dan Brouillette.

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