Gonçalo Santos: MAR tem potencial para ser «o maior ser registo da União Europeia»

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A intervenção de Gonçalo Santos (em grande parte já aqui reportada pela Revista Cargo) no painel ‘World trade and shipping: Portugal’s potential’ versou também sobre os requisitos que faltam cumprir para que o Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR) possa, sem entraves, atingir o seu máximo potencial.

Para que tal aconteça, serão necessários ajustes que permitam harmonizar os ditames administrativos às mais prementes necessidades da indústria global, e, neste caso, do MAR, explicou Gonçalo Santos: «O tempo da indústria global não é igual ao da política. O que sentimos é que o MAR tem um potencial enorme que pode, a curto/médio prazo, o maior ser registo da União Europeia. Mas, para isso, têm de ser dados alguns passos, que, basicamente, são o reflexo daquilo que os outros registos já fazem», declarou.

Gonçalo Santos apela à «regulamentação da utilização de guardas armados a bordo de navios de bandeira portuguesa»

Quais, na sua opinião, os avanços que deverão ser levados a cabo a fim de desbravar um caminho de contínua ascensão do MAR? «Posso dar dois exemplos: um deles tem a ver com alguma burocracia, sobretudo no registo de hipotecas (…) pede-se um esforço de desburocratização», apelou o membro do Conselho Administrativo da EISAP.

«A outra prende-se com a regulamentação da utilização de guardas armados a bordo de navios de bandeira portuguesa. E porquê? Porque, de facto, a pirataria marítima existe, faz vítimas, é um obstáculo ao comércio global», afirmou, reforçando a sua urgência: «Só existem três países na União Europeia que não permitem ou que não regularam. Dois deles sem grande tradição marítima, que Portugal tem». Este apelo, recorde-se, havia sido já mencionado pela SDM e por René Menzel, também ele membro da Direcção da European International Shipowners Association of Portugal (EISAP).

MAR como «embaixador» do processo de dinamização da ligação nacional ao Shipping global

Gonçalo Santos mostrou-se, contudo, esperançoso quanto a desenvolvimentos positivos em ambos os aspectos: «Estamos convictos que isto será resolvido a breve trecho», declarou, deixando uma visão ambiciosa de um MAR elevado à sua potência máxima: «A partir do momento em que estas duas situações forem resolvidas, o MAR pode, de facto, cumprir o seu papel enquanto espaço de atracção de investimento, de impostos, de empregabilidade e de enquanto espaço de ligação de Portugal ao tal universo global do Shipping. O MAR é um embaixador desse processo», concluiu.

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