Governo garante mitigação dos «impactos negativos» na extensão da ligação férrea de Évora

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O ministro do Planeamento adiantou hoje, durante a comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas (subjugada a um requerimento do PCP) que o Governo vai mitigar os «impactos negativos» da obra referente ao atravessamento da linha ferroviária no concelho de Évora, no sub troço Évora-Évora Norte, no âmbito do Corredor Internacional Sul Sines-Elvas (Caia).

Metodologia de mitigação explicada na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas

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Pedro Marques

Pedro Marques explicou que o plano consistirá no «enterrar da linha» cerca de três metros adicionais «para ficar praticamente enterrada no seu atravessamento», lembrando que cerca de dois metros do traçado «é feito em vala» e acrescentando ainda que as passagens desniveladas existentes serão repostas com «rebaixamento/enterramento da linha». Os efeitos do ruído dos comboios serão, assim, «muito mitigados».

O governante disse ainda que em equação estão os «corredores dois e três» propostos para a linha ferroviária, depois de o corredor quatro ter sido afastado devido ao impacto económico. A obra em questão foi alvo de um estudo de impacte ambiental, uma consulta pública promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e uma declaração de impacte ambiental emitida pela APA.

Pedro Marques recordou que a própria Câmara Municipal de Évora sustentou a posição de que «ainda que os corredores dois e três tenham impactos negativos, estes ultrapassam os principais problemas que a entidade identificou no atravessamento da cidade». Admitindo a existência de impactos ambientais, o governante afirmou: «Tudo visto e ponderado, a APA emitiu declaração de impacto ambiental para a execução dois».

A solução dois tem uma extensão de 10 quilómetros afastando-se do centro da cidade de Évora; a solução três detém uma extensão de 11 quilómetros com o seu traçado a afastar-se ainda mais para Este da cidade. A ligação ferroviária a construir entre Évora e Elvas tem como propósito o reforço da ligação ferroviária dos portos e das zonas industriais e urbanas do sul de Portugal a Espanha e ao resto da Europa.

O elo perdido ligará o Porto de Sines à fronteira

Apelidado de elo perdido, este troço completará o puzzle ferroviário e fará a conexão entre o Porto de Sines e a fronteira espanhola, tendo o concurso público sido apresentado no final de Março de 2018. A conclusão da obra está programada para o primeiro trimestre de 2022, num custo de 509 milhões de euros

Com Lusa e DN

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