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Greve a ferro e fogo: Governo acaba de decretar requisição civil dos motoristas

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Pela manhã, o cenário parecia perder força com a estabilidade reinante, mas, tarde adentro, a situação piorou e, ao que tudo indicava, os serviços mínimos decretados pelo Governo para a greve dos motoristas (afectos ao SNMMP, SIMM e STRUN) começavam a ser incumpridos, conforme revelou a ANTRAM. O Governo ponderou avançar para a requisição civil e acabou mesmo por fazê-lo.

António Costa havia dito que o cenário de requisição civil não estava nos planos imediatos, mas, dado o evoluir da paralisação dos condutores, esta opção tornou-se cada vez mais pertinente com o passar das horas. O Primeiro-Ministro reuniu-se esta tarde com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e, à saída, considerou ter existido uma alteração significativa, colocando em cima da mesa a hipótese da requisição civil.

Algarve entre as regiões mais afectadas

Assim, tal como a ANTRAM havia denunciado (falando mesmo em incumprimento de 100% em Sines, por exemplo), denota-se o «incumprimento de serviços mínimos», depois das 14:30 horas, confirmou António Costa. A região mais afectada é o Algarve, comprovando o relato da ANTRAM. «Hoje de manhã era manifestamente desnecessária a requisição civil», comentou o líder do Executivo à saída do encontro. Agora, a decisão é oficial.

O Governo avaliou a situação, modelando a aplicação da requisição civil «empresa a empresa, serviço a serviço». «Já ordenámos o transporte de mercadorias feito pela GNR e pela PSP pelos moldes anteriormente definidos», adiantou António Costa aos jornalistas. «Os militares das forças armadas já estão posicionados para serem utilizados em caso de requisição civil», confirmava, à tarde o líder do Executivo.

«Número de cargas ficou aquém» no Aeroporto de Lisboa

Entre as plataformas mais afectadas está (novamente) o Aeroporto de Lisboa, no qual «o número de cargas ficou aquém» do que devia ter sido feito, afirmou António Costa. «Infelizmente no turno das 14:30 tem havido em algumas empresas o incumprimento total. Perante esta nova realidade temos de fazer nova reavaliação para não nos precipitarmos», justificava o líder do Governo. A decisão acabou mesmo por pender para o lado da requisição civil, decretada poucos minutos após as 19 horas desta Segunda-feira.

Com Lusa

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