Greve dos motoristas: Governo «preparado para o que vier a acontecer», afiança Vieira da Silva

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Em declarações proferidas ontem (dia 17) à Lusa, o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirmou que o Executivo continua esperançoso na obtenção de um acordo entre os sindicatos (SIMM e SNMMP) e a ANTRAM, de modo a inviabilizar um (expectável) cenário de greve no sector do transporte rodoviário: uma espécie de reedição da paralisação de Abril, que colocou Portugal à beira de uma crise energética.

À data, recorde-se, os motoristas de matérias perigosas entraram em greve, rapidamente colocando o país num cenário periclitante: filas para abastecer, escassez de reservas de combustível (os aeroportos de Faro e Lisboa foram especialmente afectados) e inúmeras queixas de uma extrema dependência no trabalho de cerca de 600 profissionais. «Não perdi de todo as esperanças, numa linha que foi seguida ao longo dos últimos meses, continuar este esforço de conversação», comentou Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas, no Porto.

Governo «utilizará todos os instrumentos para salvaguardar interesses maiores»

À margem da inauguração das novas instalações do centro de formação da Salvador Caetano, o governante frisou que «o Governo está especialmente empenhado em continuar a apelar às partes para ser possível encontrar soluções que não gerem situações que são penalizadoras para o país, para a economia do país, para o bem-estar das famílias e até para os trabalhadores deste sector», reiterando uma mensagem já vinculada pelo Ministro das Infra-estruturas: «O Governo está também empenhado em estar preparado para o que vier a acontecer».

«O Governo respeitará as decisões que as partes tomarem desde que elas sejam, naturalmente, tomadas no âmbito restrito da lei e do Estado democrático, mas também utilizará todos os instrumentos que o Estado democrático tem ao seu dispor para salvaguardar interesses que são interesses maiores do país que é garantia do acesso aos serviços pela generalidade das famílias», disse, recordando que estão em causa «divergências quanto a algo que acontecerá em 2021», uma vez que «as condições negociadas para 2019 e para 2020 já chegaram a entendimento».

Com Diário de Notícias e Lusa

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