Greve na Portway: SINTAC fala em «adesão elevada»; efeitos ainda não são sentidos nos aeroportos

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Começou hoje a greve dos trabalhadores da empresa de handling Portway – de acordo com os primeiros relatos do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), o dia inaugural de greve nos aeroportos de Lisboa, Funchal e Porto, registou-se uma «adesão elevada».

Em declarações à Lusa, Fernando Simões, dirigente do SINTAC, revelou que «os primeiros números indicam que os primeiros aviões da easyJet da manhã, em Lisboa e Porto, saíram com atrasos, apesar de os painéis dos aeroportos, para a comunicação social e passageiros, informarem que não saíram com atrasos». Em Faro, garante, «cerca de 70% dos trabalhadores que deviam estar a operar na placa estão do lado de fora».

Na origem da greve, salientou o sindicalista, está a falta o alegado incumprimento por parte da Portway no que concerne ao desbloqueamento de carreiras – tal processo deveria ter sido levado a cabo em Novembro, «conforme o que estava assinado no acordo de empresa, em 2016», explicou. «Há muita coisa que já se vem arrastando ao longo do tempo. Os trabalhadores reunidos em plenário não aceitaram a proposta da empresa de baixar significativamente as remunerações e, por isso, foram também decididas estas formas de luta» declarou à Lusa.

Portway garante não existirem razões para a greve

Recorde-se que a Portway reagiu ao lançamento do pré-aviso de greve (que, no dia 23 de Dezembro, foi secundado por um novo, destinado ao trabalho suplementar) afiançando que existirem razões para tal atitude por banda do SINTAC. Em comunicado, a empresa de handling frisou que «cumpre escrupulosamente a lei e toda a regulamentação aplicável, tanto ao nível da legislação laboral como em termos de acordos e protocolos aplicáveis à empresa», pelo que «não reconhece fundamentos para esta paralisação».

A empresa deixou ainda um apelo «ao sentido de responsabilidade do SINTAC» alertando para «o impacto da paralisação, que «pode ser considerável atendendo às datas em que se realiza». Os impactos não se cingirão à Portway e suas empresas clientes: «há também potencial impacto colateral em todas as companhias aéreas que operam nos aeroportos portugueses», alerta a empresa.

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