Greve nos CTT: empresa aponta adesão de 14,8% «sem impacto»; sindicato avança com 78%

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A greve dos trabalhadores dos CTT ocorreu esta Sexta-feira – é já a segunda em duas semanas. Segundo a empresa, a taxa de adesão efectiva ficou-se pelos 18,4% até às 12 horas, um número que fica abaixo do registo do passado dia 29 de Maio, data da primeira greve. Já Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) veiculou uma versão bem diferente: que a taxa de adesão à greve se fixou nos 78%.

Este registo, defendeu a empresa através de um comunicado, ao qual acedemos, ocorreu «sem impacto expressivo na actividade da empresa e sem impacto nos clientes». A distribuição postal decorreu sem sobressaltos, «não tendo esta paralisação tido impacto na criatividade e operação, não se sentindo qualquer interrupção do serviço aos clientes.  No respeitante às lojas CTT, a greve também não afectou o serviço, uma vez que 100% das lojas CTT, ou seja, as 544 lojas se encontram abertas», reportou a empresa no comunicado emitido esta manhã.

«Com esta baixa adesão, a maioria da população e dos nossos clientes particulares e empresariais não sentirão qualquer efeito da greve. Apesar disso, e conforme anteriormente divulgado, os CTT estão a fazer tudo para minimizar eventuais impactos por forma a manter a sua operação dentro da normalidade para poder satisfazer os seus clientes», relatou a empresa. A greve reflecte a insatisfação com o pagamento do subsídio de refeição em cartão, a ausência de aumentos salariais e necessidade de «alterações profundas na empresa», explicou o sindicato.

«É uma grande jornada de luta e a prova de que os trabalhadores querem profundas alterações na gestão da sua empresa», referiu o SNTCT, que defende que «aumentos salariais, admissão de trabalhadores em número suficiente para prestar um serviço de qualidade, subsídio de refeição pago em dinheiro, condições de trabalho condignas e fim da prepotência são as reivindicações que CTT têm que satisfazer para que a luta termine».

Por seu turno, a empresa reafirma não entender a legitimidade dos motivos por detrás da greve – «O fundamento para esta greve – a decisão de pagamento do subsídio de refeição através de cartão-refeição aos colaboradores que ainda não tinham optado por essa via –, não tem qualquer razão de ser e procura reagir à muito significativa quebra de proveitos decorrente do actual contexto que vivemos e defesa da sustentabilidade da empresa, sem nunca prejudicar os rendimentos dos seus colaboradores», explicou a empresa.

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