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Groundforce diz ser «incompreensível» morosidade aval do empréstimo pedido em 2020

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Em comunicado, ao qual tivemos acesso, a empresa Groundforce vincou ser «incompreensível», em face da sua «situação de enorme fragilidade de tesouraria», a morosidade demonstrada na luz verde necessária para o empréstimo bancário pedido em Julho do ano passado.

Groundforce critica impasse face à atribuição do aval

A empresa de handling enfrenta as repercussões da pandemia e os efeitos colaterais do atraso das entidades públicas na resposta ao pedido de aval para um empréstimo bancário. «Este atraso teve como consequência a incapacidade da empresa de saldar os pagamentos dos salários de Fevereiro de 2021 dos seus 2.398 trabalhadores. A queda abrupta da aviação comercial, em particular da operação da TAP (principal cliente da Groundforce e seu accionista de referência) nos aeroportos portugueses, é a única causa deste constrangimento e o motivo do apoio solicitado», vinca o comunicado.

A empresa salienta que não pede dinheiro ao Estado, tão somente «um aval uma vez que a nossa actividade assenta em licenças atribuídas pelo próprio Estado». A Groundforce lembra que trabalha, «desde a primeira hora» com «todos os meios ao nosso dispor, com a tutela e a Administração da TAP, para que fosse encontrada uma solução para que a empresa conseguisse honrar os seus compromissos». Por tal, considera «incompreensível que, tanto tempo decorrido, o aval não tenha sido ainda concedido». Este impasse afigura-se falta para o futuro da empresa.

Contraproposta «proporcional» ainda não teve resposta

«Para proceder ao pagamento dos salários de Fevereiro, a Groundforce solicitou o adiantamento do pagamento, em parte ou no todo, das facturas emitidas à TAP pelos serviços prestados em Dezembro 2020 e Janeiro 2021 e que totalizam 6 milhões de euros. A resposta que recebemos é para nós incompreensível, e temos razões fundamentadas para acreditar também ilegal: a entrega como garantia do penhor das acções de um accionista (Pasogal) a outro accionista (TAP)», explicou a empresa, vincando que pretende «encontrar uma solução».

«Fizemos uma contraproposta, aceitável e proporcional, por forma a dar conforto à TAP em relação aos adiantamentos realizados à Groundforce, que consiste em ceder como garantia a totalidade dos nossos equipamentos de suporte à operação aeroportuária. Esta proposta não teve, ainda, o acolhimento esperado e necessário por parte da Administração da TAP.Acreditamos na retoma da actividade da aviação comercial, e do restabelecimento das operações da TAP, tal como está previsto no Plano de Recuperação da companhia apresentado em Bruxelas», pode ler-se.

Assim, a empresa faz um «apelo de diálogo a todos os envolvidos», com o intuito de colocar «rapidamente pôr termo a este clima de incerteza» – para tal, revelou ter feito um pedido urgente de audiência ao Ministro das Infra-estruturas e aos Grupos Parlamentares na Assembleia da República.

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