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Grupo ETE disposto a rever concessão do transporte marítimo em Cabo Verde

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A administração do Grupo ETE abriu a porta à revisão, com o Governo cabo-verdiano, do contrato de concessão do transporte público marítimo de passageiros e mercadorias, assegurado pela CV Interilhas, o intento é incrementar o serviço prestado, noticiou a Lusa.

Grupo ETE mostrou abertura para rever contrato de concessão

A abertura, demonstrada pelo vice-presidente do grupo ETE para Cabo Verde, Jorge Maurício, em declarações à Lusa, surge depois de o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, ter anunciado no parlamento a renegociação daquele contrato de concessão, iniciado em 15 de Agosto de 2019 e atribuído em concurso público internacional, por 20 anos, à CV Interilhas (CVI), liderada pela Transinsular (grupo ETE).

«O Estado, enquanto concedente, tem sempre a prerrogativa de reavaliar o contrato de concessão do serviço público de transporte de passageiros e mercadorias inter-ilhas, no sentido de melhorá-lo, a bem do mercado, dos clientes e das partes contratantes», afirmou o administrador, citado pela Lusa, afiançando ainda que a administração da CVI «tudo fará para colaborar, fazer os ajustes que se impõem e melhorar continuamente o sistema de transporte de passageiros de cabotagem, de logística e distribuição de mercadorias» em Cabo Verde.

CV Interilhas tornou-se «empresa nacional de referência»

«Os interesses são convergentes e todos estão alinhados com o princípio de se criar uma empresa cada vez mais forte. Um ano e meio depois, a CVI é uma empresa nacional de referência e está todos os dias a cumprir a sua nobre missão de ligar o país, através de viagens com itinerários e horários definidos, com previsibilidade, segurança e qualidade, algo que jamais acontecera em Cabo Verde», vincou. A administração, frisou estar «totalmente aberta a procurar melhores soluções» visando «construir um sistema que sirva em cada momento os interesses dos cabo-verdianos».

Como exemplo, apontou que a CVI recompôs recentemente o conselho de administração, passando o grupo dos accionistas minoritários de 49% (armadores cabo-verdianos) «a contar com mais um administrador», tal como a Transinsular, que detém uma participação de 51%, mas “ambos não remunerados». «Para não onerarmos mais as contas da companhia. Há cada vez mais sintonia entre os accionistas», relevou.

Em sede parlamentar, Olavo Correia, ministro das Finanças, adiantou que já arrancou a «reflexão» entre as partes, tendo em vista a reestruturação do contrato de concessão, esperando «rapidamente chegar a um entendimento». «O que está em causa aqui é, com base na experiência no terreno, na experiência concreta, termos elementos suficientes que nos permitam, agora, ter um contrato mais optimizado», explicou.

Fonte: Lusa

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