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Grupo Garland cresceu 14% em 2017 facturando 128,2 milhões de euros

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O Grupo Garland fechou 2017 com uma facturação de 128,2 milhões de euros, um resultado que representa um crescimento de 14% face a 2016. Com os resultados de 2017, o Grupo Garland consegue uma média de crescimento anual de 9,4% nos últimos três anos – de 2015 a 2017.



Nos resultados de 2017, destaque para o volume de negócios originado em Portugal, que ainda representa 85% do total do Grupo. Os restantes 15% tiveram como origem as actividades do Grupo Garland em Espanha e Marrocos, onde possui filiais.

Recorde-se ainda que o ano 2017 ficou também marcado pela reestruturação do Grupo em quatro áreas estratégicas de negócio, por onde foram distribuídas as nove empresas do Grupo Garland, onde a transformação mais visível do novo organigrama é a nova empresa Garland Transport Solutions, apresentada no final da passada semana.

Grupo Garland facturou mais 16,1 milhões de euros do que em 2016

Traduzido em euros, o crescimento de 14% na facturação registada em 2017 representa um aumento de mais de 16,1 milhões de euros do que no ano anterior, algo que a Garland admite, em comunicado, ser «um crescimento acima das expectativas que, em meados do ano, apontavam para um volume de negócios próximo dos 120 milhões de euros».

Do total facturado, 14,7% referem-se aos mercados internacionais, tendo estes registado um crescimento de 23,7% face ao ano anterior. Isto, apenas três anos após a Garland se ter aventurado na internacionalização.

Reestruturação do Grupo Garland

Como referido acima, o ano 2017 ficou também marcado pela reestruturação do Grupo, a qual deu origem a um novo organigrama na empresa. A transformação mais visível foi a fusão das operações da Garland Transportes e da Garland Paletes Expresso na Garland Trânsitos, que alterou a sua denominação social para Garland Transport Solutions.

Em comunicado, o Grupo Garland salienta que o objectivo foi melhorar o serviço de transportes, disponibilizando mais frequência e mais competitivos tempos de trânsito, assim como a optimização dos recursos subjacentes à actividade. Em 2017, a nova empresa facturou 51,4 M€, sendo a que mais volume de negócios gera no grupo.

«Ou investimos e lideramos a revolução ou não sobrevivemos» – Bruce Dawson

O Grupo Garland lembra ainda a importância de optimizar a tecnologia em que tem investido nos últimos anos, assumindo que este é um dos objectivos primordiais desta reestruturação.

«Estamos conscientes que, nesta era da informação e da tecnologia, o nosso sector se está a transformar muito rapidamente. Por isso, ou investimos e lideramos a revolução ou não sobrevivemos», admite Peter Dawson, presidente do Grupo Garland, que perspectiva terminar a implementação de todos os softwares no final deste ano: «São tecnologias avançadas que nos permitem oferecer serviços cada vez mais competitivos, com maior informação ao cliente, e automatizar processos, eliminando a burocracia».

Área da Navegação foi a que registou maior crescimento

Por áreas, o Grupo Garland dá destaque à Navegação como aquela que registou um maior crescimento, admitindo a importância de 2017 ter sido um ano em que a contestação laboral nos portos portugueses deu tréguas. Assim, em 2017, as empresas da Garland nesta área de negócio facturaram mais de 60 milhões de euros, registando um crescimento de 37% face a período homólogo.

Também a Garland Logística merece destaque, com um crescimento de 3,8% e um volume de negócios de 9,6 milhões de euros. O Grupo lembra que esta é a área de negócios mais recente do Grupo, mas uma das que tem absorvido a maior fatia de investimento – só nos últimos anos, a Garland sentiu a necessidade de ampliar um dos seus centros logísticos na Maia e a requalificar o outro, a intervencionar a sua unidade logística na Abóboda, a construir em Vila Nova de Gaia um novo centro com mais de 33 mil m2 para responder à crescente procura, também motivada pelo e-commerce –, registou um crescimento de 35,2% nos últimos três anos.

O sucesso da internacionalização da Garland

A terminar, o Grupo Garland enaltece ainda o sucesso da internacionalização, um processo iniciado em Maio de 2014. Primeiro chegando a Marrocos, onde desenvolve actividade transitária a partir de Casablanca para todo o mundo e, posteriormente, com a Ocidenave España em Barcelona e Valência, no país vizinho. No ano passado, o volume de negócios proveniente dos mercados internacionais em que marca presença cresceu 23,7%.

Ainda assim, e apesar do crescimento significativo nos mercados estrangeiros, foi Portugal que mais contribuiu para o volume de negócios do Grupo, registando um aumento de 13%.

O número de colaboradores é outro dos parâmetros que confirma o crescimento sustentável da Garland. O ano passado terminou com um total de 447 colaboradores, mais 22 que em 2016 e mais 61 que em 2015, conclui o Grupo no seu comunicado.



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