Nuno Rangel

Grupo Rangel planeia investir 5,5 milhões até final de 2018

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Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o CEO do Grupo Rangel mostrou a sua ambição para o futuro, recordando investimentos avultados num passado recente mas garantindo que o próximo ano também ficará marcado por importantes passos nesse campo.

Assim, depois de investimentos na ordem dos 10 milhões de euros entre 2014 e 2017, Nuno Rangel garantiu que até final de 2018 o Grupo deverá investir mais 5,5 milhões.

«Terminámos o ano passado com 158 milhões de euros de facturação, temos 23 mil clientes, gerimos uma área logística de 263.000 metros quadrados e fizemos 2,6 milhões de transportes» – foi desta forma que Nuno Rangel começou por resumir a actividade do Grupo Rangel na entrevista ao Dinheiro Vivo.

Na mesma entrevista, o CEO do Grupo Rangel adiantou ainda que o processo de internacionalização do Grupo poderá alargar-se «em dois ou três anos» para um novo mercado – depois de já ter chegado a Cabo Verde, Brasil, Angola e Moçambique.

Qual será esse país? Ainda não está definido, mas Nuno Rangel fala em Namíbia, África do Sul, Marrocos, Colômbia ou Peru como as possibilidades em cima da mesa: «Estamos a estudar estes países pelo seu potencial logístico regional. Preferimos mercados emergentes com potencial para o futuro, porque gostamos de criar coisas do zero e fazê-las crescer», referiu.

Resultados acima das expectativas

Sobre os resultados de 2017, Nuno Rangel fala num crescimento que, no final de Junho, «já vai em 7,5%, muito acima das expectativas» – que apontavam para aumentos na ordem dos 4,5%, numa meta de 165 milhões de euros.

«O nosso negócio é um bom barómetro da economia e as exportações estão a crescer muito este ano. E ainda falta o último trimestre, que é sempre a melhor altura para o negócio. Vamos ver como vai fechar o ano», refere o CEO do Grupo Rangel.

«A forma como temos crescido nos últimos anos tem a ver com a aposta específica nos sectores dos nossos principais clientes ou com a especialização em nichos de mercado. Actividade central de transportes e logística está lá, e está sempre a crescer, mas queremos sempre mais», acrescentou na entrevista ao Dinheiro Vivo.

Unidades de negócio permitem «estar mais próximos das necessidades dos clientes»

Nuno Rangel abordou ainda as várias unidades do Grupo (a Rangel Pharma, a Rangel Wine, a Rangel Fashion, ou as novas unidades de e-commerce e envios críticos), e justificou-as: «Queremos estar mais próximos das necessidades dos clientes e apostar em nichos de mercado. Alguns sectores são tão importantes que merecem uma unidade à parte».

E depois apontou baterias a um sector específico: «Em 2018 vai ouvir-se falar da Rangel no e-commerce». Um sector onde, recorde-se, o Grupo investiu 1,5 milhões recentemente. Sobre esta área, Nuno Rangel fala da importância de oferecer «soluções para ajudar as empresa a entrar no mundo online, desde a plataforma tecnológica, à logística, ao transporte e serviço de clientes, marketing digital».

«Portugal tem muito para evoluir no e-commerce. 2018 será o ano forte do e-commerce», antecipou, acrescentando que a logística farmacêutica é outra área a crescer no Grupo: «Começámos do zero e no fim de 2016 já movimentávamos 100 milhões de unidades de medicamentos».

«A forma como temos crescido nos últimos anos tem a ver com a aposta em sectores dos nossos principais clientes ou especializando-se em nichos de mercado», conclui.

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