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Guerra de tarifas é ameaça real ao ‘shipping’ e Maersk está «no olho do furacão»

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A guerra de tarifas despoletada por Donald Trump gerou uma sucessão de retaliações que poderá colocar em causa a rentabilidade das operadoras marítimas – de acordo com a Bloomberg, o grupo A.P. Moller-Maersk deverá enfrentar dificuldades para apresentar lucros em 2018, na sequência da disputa comercial entre os EUA e a China.



A política de proteccionismo aplicada pelo presidente dos EUA poderá ter efeitos nocivos no desempenho financeiro do grupo nórdico, um factor que se junta às dificuldades já apresentadas no arranque do ano – o descontentamento dos accionistas com a perda de valor de mercado da companhia Maersk Line tem sido amplamente noticiado e os desenvolvimentos da política internacional não prometem ajudar a gigante dinamarquesa.

«Maersk está no olho do furacão», analisa economista da Nordnet

Alienado o negócio da Energia (em 2017), resta ao grupo focar-se totalmente na sua divisão de Shipping, mas as acções de Trump e a sua aura proteccionista perspectivam uma retracção comercial que conduzirá a uma menor procura, adiantou a Bloomberg. «A Maersk está no olho do furacão» da guerra comercial, afirmou Per Hansen, economista da Nordnet, estimando que as acções da empresa possam cair pelo menos 10%.

«É altamente provável que as avaliações da Maersk possam cair nos próximos meses, à medida que os investidores evitem mais envios de stocks até que a capacidade em excesso seja eliminada», comentou Corrine Png, CEO e fundador da Crucial Perspective. Mais: «será difícil para a Maersk repassar efectivamente os custos elevados do combustível face ao ano passado», o que aumentará o risco da companhia findar o ano «com lucro marginal».

Guerra de tarifas prejudicará volumes transportados entre o Extremo Oriente e a América do Norte

Para piorar o cenário, o tira-teimas entre os EUA e a China é passível de prejudicar os volumes transportados entre o Extremo Oriente e a América do Norte: Sendo a segunda maior transportadora na rota, «com 15% da quota de mercado», a Maersk sairá atingida financeiramente com «a queda das exportações da China para os EUA devido às tarifas», lembrou o CEO da  Crucial Perspective.



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