Gustavo Paulo Duarte: «Linha condutora de ambas as partes» permitiu acordo para «valorizar o sector»

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A Revista Cargo acompanhou, ao pormenor, a assinatura do novo Contrato Colectivo de Trabalho entre a ANTRAM e a FECTRANS. Na sede da associação, em Lisboa, ambas as entidades firmaram hoje muito do que será o futuro do transporte rodoviário de mercadorias. Aos nossos microfones, Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, elogiou o acordo obtido e dissertou sobre as suas traves mestras.



Novo CCT coloca fim ao «afastamento à realidade» para apanhar o passo à evolução do sector

Negociações que, embora duras, chegaram, ao fim de dois anos, a um desfecho positivo: «À partida, muito mais que o caso de sucesso da negociação, nós entendemos que isto era uma situação necessária. Vinte anos, não só de atrasos nas alterações das condições de pagamento e salários, estamos a falar também de um afastamento à realidade num sector que evoluí muito nos últimos vinte anos», começou por declarar Gustavo Paulo Duarte.

«Tínhamos um contrato colectivo de trabalho dos anos 80, convenhamos todos que, nestes últimos anos, o sector mudou muito, a prática mudou muito. Portanto, mais que as condições remuneratórias, isso foi sempre aquilo que nos norteou durante esta negociação: alterar o clausulado total deste contrato, que não passou apenas por alterar as condições de remuneração. Esta era a base para a negociação e acho que foi o trigger que levou a que ambas as partes percebessem que havia necessidade clara para a negociação deste contrato», afirmou o líder da ANTRAM.

«Linha condutora de ambas as partes» foi vital para consenso rumo à «valorização das pessoas deste sector»

«Foi um trabalho duro, são posições completamente distintas, mas existe uma linha condutora de ambas as partes que percebem que tem de haver uma valorização das pessoas deste sector, tem de haver um futuro para este sector, e, tão importante quanto tudo isto, tem de haver uma regulação deste sector. Não podemos viver com empresas tão distintas a trabalharem num mercado muito idêntico com práticas completamente distintas. É isto que este contrato, com esta nova actualização, vem nortear as empresas no sector que todos conhecemos. É isso que nos levou a desenvolver todo este trabalho. Foi um trabalho muito extenso, muito profundo».

Novo CCT coloca fim à situação de «desregulação» vivida no sector, explicou Gustavo Paulo Duarte

«Horários de trabalho das 9 às 17 horas: algo que há vinte anos fazia sentido, hoje não faz. Passagens entre fronteiras – hoje não existem. O contrato vinha em escudos – agora vem em euros. Estamos a falar de grandes alterações, que efectivamente deixaram de ser uma realidade, e, daí, por serem tão afastadas da realidade, cada empresa tomou o seu caminho. Às tantas, cria-se uma desregulação do sector, e, muitas vezes, práticas concorrenciais não tão legais. E o problema é que, da forma como funciona o mercado, as práticas ilegais passam a ser as práticas normais. É isso que este contrato visa claramente regular, repondo toda a legalidade que deve estar dentro do sector, tão importante para a economia».

CCT é «passo importante» para disciplinar o sector e aumentar remunerações, afirmou coordenador da FECTRANS



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