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CEO da Hapag-Lloyd elogia «começo sólido» de 2018 mas alerta para «mercado desafiador»

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O CEO da transportadora marítima Hapag-Lloyd, que recentemente viu prolongado o seu mandato por mais cinco anos, abordou os resultados da companhia alemã e analisou a actualidade da indústria do transporte marítimo de contentores. Para Rolf Habben Jansen, os ventos instáveis do sector insistem em soprar contra, tornando o «mercado desafiador» – uma mensagem de cautela num trimestre de encolhimento de prejuízo líquido.



Hapag-Lloyd reduz prejuízo no primeiro trimestre de 2018

A companhia anunciou a redução do seu prejuízo líquido neste primeiro trimestre de 2018 para perto de metade do valor registado no mesmo período de 2017 (dos 58,1 milhões de euros para os actuais 34,3 milhões). O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (o chamado EBITDA), atingiu 219,4 milhões de euros, também em relação aos 135,3 milhões obtidos no ano anterior.

CEO fala em «começo sólido» mas também em «mercado desafiador»

Os números deste trimestre incluem a positiva contribuição da absorção da United Arab Shipping Company (UASC), logo, explicou o CEO, a comparação deve ser feita com as devidas ressalvas. «Tivemos um começo sólido no ano actual, mas o ambiente de mercado é desafiador», começou por alertar Rolf Habben Jansen. «As taxas do frete têm estado sob pressão, os custos de bunkering e o custo de transporte nos mercados importantes subiram e enfrentamos um dólar americano mais fraco», acrescentou.

«Esperamos melhoria gradual do mercado», afirma Rolf Habben Jansen

«Esperamos uma melhora gradual do mercado ao longo de 2018 – mas a maior parte dessa melhoria só atingirá a contabilidade no segundo semestre do ano», explicou Rolf Habben Jansen. Para a estrutura directiva, os resultados do trimestre encontram-se ainda abaixo das iniciais expectativas, principalmente devido ao aumento significativo nos preços do bunkering e de uma estrutura de custos alterada devido à nova rede de serviços. «As taxas de frete voláteis e a concorrência acirrada não facilitam o avanço das coisas», comentou.

A empresa registou crescimentos nas receitas e nos volumes transportados (com as receitas a subirem, de 2,1 mil milhões para os 2,6 mil milhões de euros). Neste último cômputo, muito se deve à fusão com a companhia UASC (o volume de transporte aumentou 47,9 por cento nos primeiros três meses do ano), explicou ainda a Hapag-Lloyd. «Supondo que a recuperação geral das taxas de frete continue, a média de frete da Hapag-Lloyd em 2018 provavelmente será a mesma que no ano anterior», adiantou a empresa alemã.

«Desde que a taxa de frete estimada seja alcançada e uma parte significativa das sinergias da fusão com a UASC seja realizada, juntamente com a melhoria esperada nos lucros e no crescimento dos volumes, a Hapag-Lloyd prevê um claro aumento ‘year-to-year‘ no  EBITDA e EBIT em 2018», acrescentou ainda a transportadora marítima.



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