Hapag-Lloyd reporta «omissões de navios» nos portos de Le Havre e Fos sur Mer, devido às greves

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A transportadora germânica Hapag-Lloyd publicou revelou aos seus clientes, através de um comunicado, novos dados sobre a situação conturbada que ainda se vive nos portos franceses, devido às greves que têm afectado a generalidade dos transportes do país.

A companhia de navegação relatou que a situação nos portos franceses teima em não sofrer significativas melhorias. «Ainda estamos a enfrentar greves esporádicas em Le Havre e Fos sur Mer, que têm gerado congestionamentos nos terminais no tráfego marítimo», detalhou a Hapag-Lloyd.

Hapag-Lloyd: greves continuam a criar congestionamentos em Le Havre e Fos

hapag-lloydDe acordo com o anúncio da Hapag-Lloyd, as paragens operacionais nos portos franceses serão as seguintes: 72 horas – de 8 a 20 de Janeiro, até 11 a 20 de Janeiro no Porto de Fos sur Mer e também de 72 horas, de 9 de Janeiro às 06:00 horas, até 12 de Janeiro às 06:00 horas, no Porto de Le Havre.

Ora, segundo o armador, a situação «está a criar omissões de navios e, consequentemente, uma situação de atraso para toda a carga de exportação». As cargas de importação também são fortemente afectadas por omissões de navios, sendo consequentemente descarregadas em portos alternativos».

Os constrangimentos na movimentação de cargas nos portos franceses marcaram a recta final de 2018, com a problemática a ser abordada também pela MSC, em Dezembro: a transportadora marítima revelou que se viu forçada a desviar vários navios dos portos franceses, devido às paralisações.

Através de uma missiva destinada aos clientes – à qual a Revista Cargo teve acesso – a companhia informava que se encontrava a implementar «cuidadosamente planos de contingência onde quer que seja necessário redireccionar a carga para portos de contentores europeus mais próximos».

Greve já custou 400 milhões de euros à ferroviária estatal SNCF

Recorde-se que os protestos iniciaram-se no passado dia 5 de Dezembro, contra a proposta de reforma das pensões do presidente francês, Emmanuel Macron. A greve dos transportes franceses já custou cerca de 400 milhões de euros à empresa ferroviária estatal Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF) e o valor pode aumentar se, como previsto, as paralisações prosseguirem depois do Natal.

Entre os aspectos mais contestados estão a idade prevista para a reforma, que, segundo a proposta do Governo, passa dos actuais 62 para os 64 anos, bem como a medida que penaliza os trabalhadores que se aposentarem antes dessa idade com uma redução, premiando, por outro lado, os que saírem mais tarde da vida activa. Não há previsão, até agora, para o fim dos protestos.

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