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Hyperloop One aposta no «impacto no transporte de mercadorias»

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O revolucionário sistema de transporte Hyperloop volta a centrar atenções da indústria do transporte, após um ano em que os progressos tecnológicos e infra-estruturais feitos promovidos pela Hyperloop One se vão acumulando a bom ritmo. Depois de concluídos com sucesso os testes no deserto do Nevada (Estados Unidos da América), que provaram a viabilidade do sistema, a tecnologia aponta agora para a multiplicidade de aplicações práticas, estando entre elas a conexão dos portos com terminais ferroviários, com o intuito de agilizar o transporte de mercadorias e dotá-lo de uma mobilidade nunca antes vista.

Hyperloop One e DP World: parceria ao serviço do transporte de carga

Este novo dado, que reflecte a filosofia actuante da Hyperloop One em relação ao transporte de mercadorias, foi revelado por Dan Katz, conselheiro para a área do Transporte da companhia dirigida pelo CEO Rob Lloyd e pelos fundadores Josh Giegel  e Shervin Pishevar, no mais recente número da revista ‘Speedlines’. «Uma das maiores investidoras é a DP World, que entende o impacto que o Hyperloop poderá ter no transporte de mercadorias e na movimentação de bens desde os portos. Temos trabalho em conjunto para inventar uma nova tecnologia de manuseamento de carga para o seu Porto de Jebel Ali», adiantou.

Para Dan Katz, o novo método de transporte Hyperloop enquadra-se perfeitamente na trilogia de trunfos do futuro do transporte: eficiência, segurança e velocidade. Reunindo esses três requisitos, o sistema afigura-se ele próprio como um novo caminho para contornar o congestionamento actual, a degradação infra-estrutural e a necessidade de dotar o transporte (de passageiros e de carga) de novas abordagens inclusivas, agregadoras e globais – no fundo, para construir redes intermodais, capazes de conectar todos os elos da cadeia do transporte, de modo célere, maciço e sustentável. «É por isso que nos juntámos à APTA (American Public Transportation Association) – para trabalharmos em conjunto com o sector público e desenvolvermos o transporte americano», explicou.

«Hyperloop One planeia ser parte do sistema autónomo ao alcance de um botão»

«Notamos a procura, por todo o mundo. Em Maio de 2016, lançámos o Hyperloop One Global Challenge para encontrar as melhoras rotas do planeta, reunir equipas e ‘stakeholders’ em torno delas. Em Janeiro filtrámos as propostas, de alguns milhares para apenas 35 semi-finalistas de 17 países diferentes. Vinte desses semi-finalistas chegaram-nos já com apoio governamental. Esperamos anunciar os resultados durante os próximos meses», avançou Dan Katz na edição de Julho da ‘Speedlines’, caracterizando a época actual como «a era do transporte ao premir do botão», devido à automação, à digitalização e aos drones. «Hyperloop One planeia ser parte desse sistema autónomo ao alcance de um botão», completou.

«Estamos focados na construção do ‘hardware’ mas também no desenvolvimento do controlo o transporte de mercadorias e passageiros sob um sistema ‘embalado’. Os nossos sistemas de controlo estão desenhados para assegurar que tudo no Hyperloop One se movimenta a uma velocidade óptima, sem congestão e com a máxima eficiência», explicou, deixando uma garantia: «Podemos fazer grandes melhorias em termos de segurança e na redução do congestionamento, eliminando o erro humano. Quer seja num contentor de carga ou numa cápsula de passageiros – no Hyperloop One, o papel do ser humano limita-se à escolha do destino. É esse o caminho que o transporte tem de efectuar», finalizou Katz.

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