iContainers vê sobretaxas de emergência como naturais e cada vez mais «transparentes»

Marítimo Comentários fechados em iContainers vê sobretaxas de emergência como naturais e cada vez mais «transparentes» 301
Tempo de Leitura: 3 minutos

Na ressaca da implementação de sobretaxas de emergência relativas aos custos do bunkering por parte das três líderes de mercado (Maersk Line, MSC e CMA CGM) e também da aliança nipónica ONE, várias têm sido as reacções, encabeçadas pelas críticas do Fórum Global de Carregadores. Agora é a vez da iContainers analisar a situação, defendendo que o estabelecimento destes mecanismos deverá ser mais transparente e destinado ao longo prazo.



O transitário online iContainers explica que, apesar das críticas por parte dos carregadores e até de algumas consultoras (como a britânica Drewry), a decisão das operadoras marítimas é natural e justificada: «As sobretaxas de emergência são um resultado dos movimentos do mercado. No final das contas, é justo que as operadoras transfiram esse custo adicional para os clientes, pois trata-se de um custo que não controlam e que pode, de facto, mudar drasticamente, dependendo dos factores sobre os quais não têm absolutamente nenhuma influência», comentou Klaus Lysdal, actual vice-presidente de operações da iContainers.

«Exasperação dos carregadores é compreensível», admite Klaus Lysdal

A decisão provocou reacções antagonistas por parte dos carregadores, alguns dos quais afirmam que os custos deveriam ser suportados pelas transportadoras marítimas; outros preferirão encarar agora o aumento de preço antecipado do que arriscar outros ajustes. «A exasperação dos carregadores é perfeitamente compreensível. Mas, apesar da reacção negativa, acho que muitos carregadores preferirão pagar um pouco mais e ter menos surpresas nas suas cadeias de abastecimento, como mudanças nas tarifas e nos serviços», acrescentou Lysdal.

As operadoras já começaram a implementar as chamadas Emergency Bunker Surcharges, em várias rotas comerciais, enquanto as rotas comerciais controladas pela Comissão Marítima Federal (FMC) são abrangidas por uma protecção de 30 dias e entrarão em vigor apenas a 1 de Julho – para Lysdal, este método de implementação e a sua natureza autónoma representam grandes melhorias no tipo de transparência da aplicação destes mecanismos.

Maior transparência na aplicação destes mecanismos de emergência, defende Lysdal

«Até certo ponto, este mecanismo destaca-se, agora, como uma sobretaxa independente à medida que cada vez mais operadoras melhoram as suas transparências na aplicação das tarifas. Várias operadoras já reduziram muito os diferentes tipos de encargos com os quais trabalham. Na verdade, apenas alguns anos atrás, várias operadoras admitiram ter tantos custos que se tornava difícil a sobrevivência. Hoje em dia, algumas operam com um custo básico de combustível incluído no encargo total do frete. Mas com essa política, as transportadoras assumem um risco calculado, com ganhos e perdas dependentes dos preços reais dos combustíveis e do custo que eles decidem incorporar em suas tarifas», explicou Lysdal.

«Há espaço para melhorias na forma como as medidas são comunicadas aos clientes. Uma maneira mais transparente de gerir preços com os clientes pode ser uma boa solução alternativa para diminuir a opacidade. O custo está aí, é necessário tomar uma decisão para recuperar o que, de outro modo, as operadoras acabariam por perder. Mas esperamos que as transportadoras possam criar um mecanismo que seja justo para todas as partes», rematou.



Back to Top

© 2018 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com