Transporte marítimo

ICS alerta para «caos» e «confusão» que se avizinham com chegada dos limites de NOx em 2020

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Os dias de um novo paradigma do transporte marítimo internacional aproximam-se velozmente, mas, será que a implementação dos limites máximos de NOx (já em 2020) ocorrerá de forma escorreita e normal? Para a Câmara Internacional de Shipping (ICS) é urgente que a IMO resolva várias questões pendentes sobre o tema dos níveis máximos (0,5%) para os combustíveis, sob pena do sector mergulhar na «confusão» e no «caos».



ICS teme má preparação da implementação dos novos limites de enxofre

Na visão da ICS, uma má preparação da implementação das novas regras poderá, dado o peso fulcral do transporte marítimo de cargas em todo o globo, ter efeitos devastadores na movimentação de matérias-primas, recursos energéticos e produtos manufacturados, à escala mundial – a conclusão da ICS foi o resultado de uma reflexão levada a cabo na reunião anual da Associação dos Armadores de Hong Kong, realizada, precisamente, em Hong Kong.

Para o presidente da ICS, recentemente reeleito, «a indústria do shipping apoia totalmente a IMO no contexto dos limites máximos de enxofre presente nos combustíveis e os efeitos positivos que trará a nível ambiental e está pronta a aceitar os aumentos significativos no preço dos combustíveis que isso acarretará. Mas, a menos que uma série de questões sejam analisadas pelos governos nos próximos meses, o fluxo normal do comércio marítimo será perigosamente perturbado», comentou Esben Poulsson.

Podemos estar perante uma «bagunça profrana», alerta Esben Poulsson

«Ainda não é certo que as quantidades suficientes de combustíveis compatíveis estarão disponíveis em todos os portos do mundo até ao 1 de Janeiro de 2020. E, na falta de padrões globais para muitos dos novos combustíveis misturados que os refinadores de petróleo prometeram, há sérias questões de segurança devido ao uso de bancas incompatíveis», alertou ainda.

«Governos, refinadores de petróleo e afretadores de navios responsáveis ​​por cobrir os custos das bancas precisam de entender que os navios precisarão de começar a comprar combustíveis (que cumpram os requisitos) ainda antes do dia 1 de Janeiro de 2020. Mas, de momento, ninguém sabe que tipo de combustíveis estarão disponíveis, a que preços, quantidade e especificações. A menos que todos encarem já a situação, estaremos perante uma bagunça desgraçada, com navios e cargas parados nos portos», rematou Poulsson.

Sistemas de divulgação de emissões: ICS em desacordo com intenções da União Europeia

Já sobre a intenção da União Europeia em avançar com a implementação de um sistema regional de divulgação de emissões de CO2, em choque com o sistema de cariz global entretanto já acordado com a IMO. «Aguardamos ainda as recomendações finais da Comissão Europeia após uma recente consulta», comentou a ICS.

Mas, avisou Poulsson, «a indústria já deixou claro sua total oposição à publicação de dados sobre navios individuais usando métricas de eficiência operacional abstractas que não têm relação com as emissões de CO2 na vida real e que serão usadas para penalizar injustamente os armadores».



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