Idai: Grindrod envia porta-contentores para transportar ajuda humanitária em Moçambique

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Na sequência da tragédia que assola Moçambique, Maláui e o Zimbabué, provocada pelo ciclone Idai, a companhia sul-africana Grindrod anunciou ontem que enviará um navio navio porta-contentores para terras moçambicanas, para, assim, providenciar ajuda humanitária internacional de Maputo à Beira.

Ajuda humanitária a caminho

Recorde-se que a Beira foi uma das cidades mais afectadas pelo ímpeto destruidor do ciclone Idai, que, até agora, já provocou mais de 300 mortos, segundo os balanços preliminares disponibilizados pelos três governos. O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou, no dia 19, que mais de 200 pessoas faleceram e 350 mil «estão em situação de risco» – a catástrofe despoletou já a decretação do estado de emergência nacional.

«Na esteira do ciclone Idai, a Grindrod South Africa, uma subsidiária da Grindrod Limited, enviará o ‘MV Border’, um navio porta-contentores de 14.357 toneladas, actualmente ao serviço da Ocean Africa Container Lines, na África austral, para efectuar uma viagem de socorro de Maputo para a Beira”, informou, em comunicado, a empresa de transporte marítimo. O navio chegará hoje (dia 21) a Maputo.

Navio da Grindrod chega à Beira no próximo dia 23 de Março

Após chegar à capital, o navio carregará «a tão necessária carga de socorro que está actualmente a ser consolidada pelas autoridades locais e organizações de ajuda humanitária e navegar até à Beira», comunicou a Grindrod South Africa. O navio ‘MV Border’ sairá Sexta-feira do Porto de Maputo estando a sua chegada à cidade da Beira prevista para Sábado, 23 de Março, adiantaram a Lusa e o DN.

«Os nossos pensamentos estão com o povo de Moçambique. Oramos pela vossa segurança e esperamos que todos vocês passem por isso sem qualquer dano», afirmou Andrew Waller, presidente da Grindrod, no comunicado. Com letais ventos de 170 quilómetros por hora, o Idai arrasou a Beira, deixando os cerca de 500 mil residentes da cidade sem energia e linhas de comunicação.

Idai deixou rasto de destruição

A Cruz Vermelha Internacional indicou, segundo relata a Lusa, que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, considerando tratar-se da “pior crise” do género no país. No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 100 mortos e mais de 200 desaparecidos.

Com Lusa e DN

Foto: Federação Internacional da Cruz Vermelha/Twitter

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