estivadores SEAL

IDC insta Governo português a «actuar para repor a legalidade dos acordos» em Lisboa

Marítimo Comentários fechados em IDC insta Governo português a «actuar para repor a legalidade dos acordos» em Lisboa 295
Tempo de Leitura: 2 minutos

O International Dockworkers Council (IDC) veio a terreiro exigir ao Governo português que «actue de imediato para repor a legalidade dos acordos em vigor e force os patrões portuários a pagarem os salários em atraso aos estivadores de Lisboa», adiantou a Lusa.

A tomada de posição dá-se poucos dias após o anúncio do pedido de insolvência da Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL), empresa de cedência de mão-de-obra a sete empresas de estiva do Porto de Lisboa, noticiado aqui pela Revista Cargo.

«O IDC não vai tolerar que esta situação se prolongue e apela a todos os estivadores espalhados pelo mundo para que comecem desde já a planear acções de solidariedade para com os nossos companheiros de Lisboa», salientou, no passado dia 25, a organização mundial de estivadores.

porto de lisboa portos«Estamos dispostos a tomar medidas, nas centenas de portos onde estamos presentes, para bloquear a acção danosa das empresas», vincou a organização mundial, que elogiou a postura do sindicato SEAL, que, considerou, «representa um perigo para o capital».

Recorde-se que a A-ETPL entrou com um pedido de insolvência, devido à sua persistente e crónica instabilidade financeira, provocada, defende a empresa, pela perda de clientes originada pelos constantes pré-avisos de greve lançados pelo SEAL entre 2008 e 2018 e pelas greves que foram, gradualmente, afastando vários armadores do porto da capital. Uma tese contrariada pelo sindicato, que coloca o ónus da responsabilidade da frágil situação económica da A-ETPL numa alegada «gestão danosa» propositada por parte das empresas.

Recorde-se que ambas as partes não lograram acordar uma resolução para a salvaguarda da solvência da empresa: a proposta do SEAL passava pela actualização dos preços cobrados, algo que, frisou a A-ETPL, apenas resultaria na «perda de competitividade» (interna e externa) do Porto de Lisboa. Por seu turno, os accionistas da A-ETPL sugeriram a redução de 15% nos salários e o fim das progressões automáticas, algo que foi rejeitado pelos estivadores. O impasse manteve-se, a greve arrancou, e, agora, a A-ETPL encontra-se oficialmente em insolvência.

Com Lusa

Author

Back to Top

© 2019 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com