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IMO 2020: Hapag-Lloyd antecipa custos adicionais de mil milhões de dólares por ano

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A transportadora alemã Hapag-Lloyd espera incorrer em custos operacionais adicionais de cerca de mil milhões de dólares por ano a partir de 2020 devido ao novo regulamento global da IMO 2020, segundo o CEO Rolf Habben Jansen.

Em vigor desde 1 de Janeiro de 2020, a regulamentação IMO 2020 (com forte incidência sobre o enxofre presente nos combustíveis marítimos) define um novo marco na indústria do Shipping: um passo crucial rumo a um sector mais ecológico, mas, ao mesmo tempo, um grande desafio para as companhias de transporte. «Os custos envolvidos na conversão de navios e no uso do novo combustível serão altos», disse Habben Jansen.

«Como a maior parte da nossa frota navegará com recurso ao óleo combustível alternativo (com baixo teor de enxofre), esperamos custos adicionais de cerca de mil milhões de dólares por ano», revelou o responsável à publicação ‘Seatrade Maritime‘. Recorde-se que a aposta do armador para dar resposta ao desafio da IMO 2020 passa pelos combustíveis alternativos, e não pela instalação de scrubbers ou no consumo de gás natural liquefeito.

Habben Jansen admitiu que o fardo adicional, provocado pela nova regulamentação, dificultará a vida à Hapag-Lloyd no que toca à meta de alcançar melhores resultados económicos em 2020. O armador preparou-se atempadamente para esta nova fase do Shipping, tendo apostado na modernização da sua frota, através da aquisição da UASC, vincando a sua preferência por navios mais eficientes e não fechando totalmente a porta a soluções alternativas como a instalação de depuradores ou a opção do GNL (ainda tida como dispendiosa nos casos de frotas de avançada/média idade).

 A integração do Shipping no Green Deal da Comissão Europeia intensificará ainda mais o pendor ambientalista das novas exigências – o futuro traz, comentou Rolf Habben Jansen, várias interrogações pertinentes: «Isso significa que as empresas de transporte teriam que pagar pelas suas emissões de CO2 no futuro. «Quais os combustíveis alternativos sustentáveis que poderão ser disponibilizados para a indústria, a fim de reduzir as emissões de CO2, atender aos requisitos regulatórios e ao mesmo tempo cortar custos?», deixou no ar.

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