Indra implementará sistemas de aterragem via satélite para aumentar capacidade dos aeroportos

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A Indra, na condição de parceiro chave da aliança europeia GBAS, começará ainda este ano a implementar sistemas de aterragem assistida por satélite de última geração em aeroportos de toda a Europa para aumentar a capacidade das pistas até 6% nos períodos de maior tráfego. Esta tecnologia permite que as aeronaves realizem descidas mais pronunciadas, breves e precisas, o que poupa combustível e reduz o ruído e as emissões de CO2.

Os sistemas GBAS aumentam por outro lado a capacidade do aeroporto: tornam possível que as aeronaves sigam diferentes rotas de descida na sua aproximação às pistas para evitar as turbulências deixadas pelo avião precedente. Segundo a investigação levada a cabo pela iniciativa europeia SESAR, sustentadas por simulações da Eurocontrol, isto pode representar um aumento da capacidade dos aeroportos de entre 2% e 6%.

Fase de implementação arranca em 2019 e ganhará força em 2020

A aliança europeia GBAS representa o trabalho conjunto de aeroportos, companhias aéreas, fornecedores de serviços de navegação aérea e fabricantes para uma implementação coordenada e sincronizada de sistemas terrestres de amplificação (Ground Based Augmentation Systems, GBAS). O objectivo é que os primeiros trabalhos de implementação se iniciem este ano e ganhem força em 2020. Estarão centrados mais especificamente em reforçar a precisão das aproximações em condições de escassa visibilidade. A primeira reunião colaborativa da Aliança celebrou-se em Toulouse (França) no passado mês de Junho, com uma representação de mais de 20 organizações.

Os sistemas GBAS complementam e, no futuro, substituirão, os sistemas de aterragem por instrumentos (Instrument Landing Systems, ILS) que actualmente são usados nos aeroportos. Uma implementação sincronizada do GBAS para as operações de escassa visibilidade (GBAS GAST D para categorias II e III) resultará em benefícios ambientais, económicos, de capacidade e de segurança para os aeroportos, companhias aéreas e fornecedores de serviços de navegação aérea. A Indra, recorde-se, impulsionou durante anos o desenvolvimento dos sistemas GBAS e é um dos fundadores desta aliança europeia.

Indra aposta no sistema NORMAC GBAS: «A tecnologia está pronta»

A Indra contribui para a mesma com um dos elementos tecnológicos chave; o sistema NORMARC GBAS, que faz parte das soluções Indra Air Solutions, é capaz de guiar uma aeronave mesmo em condições de visibilidade mais reduzida (CAT II e III). A tecnologia está pronta e o objectivo, agora, é conseguir que a infraestrutura e o ambiente regulatório estejam preparados.

«A boa resposta a esta iniciativa é encorajadora», afirma Hugo Moen, director geral de vendas GBAS na Indra. «Apesar dos indiscutíveis benefícios para todos, necessitamos de um esforço colectivo para sair deste bloqueio. As transportadoras aéreas estão reticentes em investir em receptores GBAS para aeronaves dado que poucos aeroportos dispõem da infra-estrutura necessária e, em sentido inverso, os aeroportos ou fornecedores de serviços de navegação não estão a realizar investimentos porque poucas aeronaves podem utilizar este sistema.»

A diferença entre os GBAS e os ILS é que os GBAS se baseiam em Sistemas de Navegação Global por Satélite (GNSS) em vez de em sinais de rádio convencionais. Os sinais de ILS podem ser afectados pela topografia e outros obstáculos físicos, o que não ocorre com os GBAS, que recebem o sinal do espaço. Portanto, obtém-se uma maior capacidade durante as aproximações de precisão e reduz-se o risco de desvios, cancelamentos e voltas.

«O GBAS permite aproximações mais pronunciadas e breves. Podem realizar-se aterragens de precisão em aeroportos nos quais não se podiam realizar anteriormente devido à topografia ou outras razões. Na Noruega utilizámos sistemas de aterragem baseados em GNSS em 17 aeroportos durante muitos anos, com magníficos resultados. É uma satisfação ver que a indústria trabalha conjuntamente para que mais países possam beneficiar desta nova tecnologia», explicou, através de um comunicado, Linda Lavik, gestora de produtos de GBAS na Indra.

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