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Indústria automóvel desespera por soluções ferroviárias para preservar competitividade

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Perder terreno para a concorrência da Europa de Leste é um cenário real para as fabricantes de peças que operam em Portugal, caso persista a carência de novas linhas de comboio para Espanha – o alerta foi dado pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).

Numa altura em que o sector enfrenta uma tempestade perfeita nas exportações e as margens de negócio estão são vez mais curtas, a AFIA avisa para a potencial perda de competitividade das fabricantes portuguesas. Neste contexto, a ferrovia poderia ser crucial para solucionar constrangimentos.

Indústria automóvel precisa da ferrovia para «colocar produtos no tempo adequado»

«Temos custos logísticos acrescidos para chegar aos nossos principais mercados internacionais, como Itália, França e Alemanha. É cada vez mais difícil exportar por causa do custo dos combustíveis. Sem ferrovia é difícil colocar os produtos no tempo adequado», frisou o presidente da AFIA, José Couto, citado pelo ‘Dinheiro Vivo’ e pelo ‘Diário de Notícias’. O responsável recordou que os países do leste europeu, embora estejam mais distantes do centro do continente, possuem, ainda assim, melhores conexões ferroviárias do que Portugal.

Como explicou José Couto, o custo adicional causado pela falta de opções ferroviárias «não pode ser passado aos clientes, que depois não percebem porque têm de pagar mais pelo transporte de componentes do que a um polaco ou a um romeno». A construção de uma linha capaz de ligar o «litoral do país a Salamanca» é uma das reivindicações feitas pela AFIA há vários anos. O ponto de partida teria de servir os portos de Leixões e de Aveiro.

Consequências na localização das empresas

A escassez de alternativas ferroviárias terá, irremediavelmente, consequências na própria localização das empresas. «As limitações de viagens de avião abaixo dos 800 quilómetros vão determinar que muitas das sedes que estão em Portugal mudem para cidades como Madrid, porque não há um transporte de passageiros competente. Não posso demorar cinco ou seis horas do leste para o centro da Europa e depois demorar um dia de Madrid para Lisboa», explicou José Couto, em entrevista ao ‘Dinheiro Vivo’. Lidando com margens de negócio cada vez mais reduzidas para manter a competitividade, a indústria depara-se, agora, com uma turbulência que coloca em perigo os cerca de 60 mil postos de trabalho.

As empresas enfrentam não só a subida do preço dos combustíveis e dos custos logísticos como a escassez de semi-condutores e de encomendas pelas fabricantes de automóveis.Também as matérias-primas encontram-se cada vez mais dispendiosas. «Alguns metais aumentaram em 200% nos últimos meses: o que era comprado a 100 agora custa 300. Há um problema de escassez e de preço», acrescentou José Couto.

Fonte: Dinheiro Vivo

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