Shipping: indecisão sobre alternativas a adoptar para respeitar máximos de dióxido de enxofre em 2020

Marítimo Comentários fechados em Shipping: indecisão sobre alternativas a adoptar para respeitar máximos de dióxido de enxofre em 2020 391
Tempo de Leitura: 2 minutos

Em declarações ao portal Seatrade Maritime News, Serge Dal Farra, actual gestor de Marketing da empresa Total Lubmarine, abordou os novos limites de dióxido de enxofre programados para 2020 e os planos de contingência desenhados pelas operadoras para respeitar os novos máximos de 0,5%. A perspectiva dada por Dal Farra dá conta de uma indústria ainda indecisa.


Indústria indecisa sobre qual a alternativa a adoptar para respeitar máximos de 2020

Sete dos dez clientes habituais da produtora de lubrificantes marinhos Lubmarine, revelou Dal Farra, ainda não decidiram como reagirão às alterações previstas para 2020. Antecipando-se à corrida às alternativas menos poluentes, a empresa encontra-se a desenvolver opções capazes de oferecer às operadoras marítimas, já no próximo ano, soluções adaptadas às exigências de 2020.

Segundo o gestor, cerca de 69% dos inquiridos de um estudo que versava sobre a escolha das alternativas indicaram ainda não terem noção da opção mais certa a tomar até 2020: seja a utilização de combustíveis com baixo teor de dióxido de enxofre, a instalação de ‘scrubbers‘ ou a mudança para a alternativa GNL. Mesmo por entre a indecisão, Dal Farra antevê que a escolha mais natural seja a adopção da primeira opção.

Qualidade do combustível disponível é problema por resolver

Para Dal Farra, embora o combustível com baixo teor de dióxido de enxofre seja mais limpo e menos propenso a gerar corrosão, a verdade é que a qualidade do combustível disponível é ainda um problema por resolver. Será, afirmou, uma inevitável mistura e a obtenção de uma qualidade consistente poderá, de facto, ser uma desafio difícil para todos os portos que desempenhem ‘bunkering‘.

Mais: ainda que o dióxido de enxofre possa ser removido do combustível, a verdade é que as condições de operação não deixam de ser extremamente complexas, com altas temperaturas e elevados níveis de pressão a complicarem o processo. Tais factores poderão conduzir a acumulação de ácido e potencial incrustação do motor, podendo ocorrer grandes danos nos cilindros e nos forros, explicou Dal Farra.



Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com