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Indústria do shipping reduz para três as opções de escolha no mercado

Marítimo 1 comentário em Indústria do shipping reduz para três as opções de escolha no mercado 2235

Volvido o árduo e ardiloso ano de 2016 – no qual as condições económico-financeiras do shipping se deterioraram de forma inequívoca – a indústria do transporte marítimo de contentores transformou-se radicalmente, prosseguindo 2017 no trilho da consolidação, concentração e redução das opções comerciais/operacionais existentes.

Actualmente, após a entrada em funcionamento das novas alianças (a dia 1 de Abril), e apesar de existirem 15 grandes transportadoras marítimas, a verdade é que as opções reduzem-se…a apenas três.

Indústria do ‘shipping’ oferece cada vez menos opções

O tema, recorrentemente analisado pela Revista CARGO, foi alvo de destaque na publicação ‘More Than Shipping’: o autor Aytac Akgul sublinha que, dos destroços da voracidade da consolidação, nasceu um novo mercado muito mais concentrado, bem mais minimalista até que aquilo que as primeiras impressões deixam antever. Apesar das várias operadoras coexistirem no mercado, a verdade é que as opções – reais – reduzem-se aos três grandes agrupamentos que as distribuem: a Aliança 2M (composta pela Maersk Line e MSC), a Ocean Alliance (CMA CGM, COSCO, Evergreen e OOCL) e a THE Alliance (formada pela Hapag-Lloyd, MOL, K Line, Yang Ming, NYK Line e UASC).

«Embora existam mais de 15 opções de operadoras, de facto, você realmente só possui 3 opções de serviço de operadora», escreve Aytac Akgul, formado em Gestão de Transporte Internacional e antigo trabalhador da Maersk Line na cidade turca de Istambul. «Tudo isto se deve à formação de alianças, juntando-se os navios e criando-se novas linhas de serviço, diferentes das opções anteriores», explica, passando a aprofundar: «Antes as operadoras competiam entre si, agora integram alianças e competem com base nos serviços que essas alianças oferecem». O autor abre até a porta a uma possível compra da Yang Ming por parte de um dos constituintes da THE Alliance.

«Simples intenção: cortar custos»

«As ideias das fusões, dos agrupamentos e da construção de alianças tem uma simples intenção: cortar custos e para sobreviver à situação de excesso de oferta na indústria do transporte marítimo contentorizado», remata o autor, que deixa ainda um aviso às operadoras: «À primeira vista, este parece ser um passo inteligente. Contudo, não se devem esquecer que a qualidade, cultura e foco do serviço de cada operadora é diferente (…) cada operadora tem as suas fraquezas e forças».

 

1 Comment

  1. Rui Gordino 3 Agosto, 2017 at 9:09

    .. achei a afirmação algo “faciossa” ! Embora concordando que o Top3 de Linhas armadoras e por essa mesma razão estará sempre apta para captar a maior fatia de mercado, não será uma condição imperativa que as outras Linhas não sejam consideradas uma opção válida pelo mercado e que no médio/longo prazo possam “desaparecer” ! Estou mesmo convicto que nos próximos anos a par da “luta” para a consolidação das Top3, será abaixo deste Top3 que essa mesma luta será ainda mais acentuada no sentido de uma sobrevivência em se manterem activos neste negócio !

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