World Cargo Symposium: «A informação é o novo petróleo da indústria da carga aérea»

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O evento ‘World Cargo Symposium’ ocorreu entre os dias 12 e 14 de Março, em Singapura – na sua 13ª edição, o encontro internacional promovido pela IATA reuniu os grandes players do transporte aéreo de mercadorias para analisar o presente e o futuro da indústria Entre os tópicos mais quentes esteve a partilha de dados e as sinergias colaborativas, tidas como meios de atingir uma maior integração de soluções e uma maior eficiência.

«Integrar digitalmente é um dos pré-requisitos para se ser um bom player»

As várias intervenções foram todas num único sentido: de modo a preparar o caminho para o fornecimento de soluções integradas para os seus clientes, a indústria da carga aérea deve se tornar mais colaborativa e parar de assobiar para o lado. «A integração é um grande desafio», comentou Wolfgang Lehmacher (World Economic Forum). «Integrar digitalmente é um dos pré-requisitos para se ser um bom player, capaz de se conectar a todas as plataformas», acrescentou. «Os dados são o novo petróleo da indústria», ilustrou ainda.

«A transparência das trocas de dados está aí a chegar»

Enfatizando o valor que as empresas poderão retirar caso apostem seriamente na partilha de dados, Adriana Diener, directora de Logística da Accenture, afirmou mesmo que as empresas que não forem capazes de reconhecer essa importância «serão deixadas para trás». A transparência foi também outro dos focos: «A transparência das trocas de dados está aí a chegar. Esse comboio já partiu da estação. E algumas empresas estão a tentar lidar com isso – nem todas estão em negação», comentou.

«Não tenho dúvidas de que a única maneira de as coisas mudarem é através da colaboração entre todas as partes. A digitalização é sobre a mudança de interacções», continuou Adriana Diener. «A facilitação precisa de acontecer. No arranque, não será necessariamente um movimento de todo o sector, mas os restantes acabarão por copiar», rematou, citada pelo portal de informação ‘Loadstar’.

União deve substituir actual «fragmentação»

Steven Polmans, chefe de carga do aeroporto de Bruxelas e vice-presidente do TIACA, foi outro dos oradores: «Ainda há fragmentação. Culpamos as outras partes da cadeia de abastecimento, em vez de encontrarmos uma solução. Os transportadores não estão felizes com isso. Devemos sim unir-nos em frente a eles», comentou. «Se se deparar com um problema, resolva-o ao invés de o passar para o próximo parceiro da cadeia. Ao passarmos o problema ele fica maior e maior e, depois, ninguém pode lidar com a sua resolução», explicou.

«As pessoas precisam de se unir e de se conectar, e perguntar o que os clientes precisam. Se pudermos oferecer transparência, há um enorme potencial de crescimento e um enorme espaço de relevo para carga aérea – mas vamos ter que trabalhar juntos, como uma indústria», comentou também Dan March, CEO da WCA, assim sumariando a mensagem principal que ‘World Cargo Symposium’ deixou transparecer.

 

 

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