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Compra da Hamburg Süd fortalece posição da Maersk na América Latina e Oceânia, diz CCO da operadora

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Numa entrevista televisiva concedida à Bloomberg no passado dia 2, o director comercial da operadora dinamarquesa Maersk Line abordou a actualidade da companhia e o panorama global do ‘shipping‘. Vincent Clerc colocou a tónica na integração da alemã Hamburg Süd e nos ganhos estratégicos nos mercados da América Latina e da Oceânia e também nos benefícios do processo de consolidação global.



«Forte procura» e consolidação: uma «combinação positiva» para o shipping

No âmago do processo de consolidação global no transporte marítimo de contentores, Vincent Clerc abordou as perspectivas dos operadores marítimos e as tendências que vêm demonstrando, mostrando-se confiante num cenário de estabilidade e prosperidade: «Os princípios fundamentais da indústria melhoraram drasticamente em 2017», comentou o CCO da Maersk Line. «Há uma forte procura pelo produto que oferecemos, o comércio cresce a ao ritmo mais rápido dos últimos dois anos e esperamos que assim continue», adicionou.

Ao analisar a evolução no shipping, Vincent Clerc considerou a tendência de concentração (a chamada política de Mergers & Aquisitions) benéfica para o sector: «A consolidação desta indústria, com maiores agentes a emergirem dessa tendência, implementa redes que geram economias de escala que antes não tínhamos e que podem alocar activos e capacidades de um modo mais efectivo», afirmou. Para Clerc, a combinação da forte procura e o fenómeno de consolidação representa um trunfo para o sector, que deverá continuar a ser jogado em 2018.

Excesso de TEU’s?: «Existe capacidade suficiente», afirmou CCO da Maersk Line

Instado a dissertar sobre o potencial excesso de capacidade e o peso da nova vaga de encomendas por parte de gigantes como a CMA CGM ou a MSC nesse hipotético desequilíbrio, Vincent Clerc mostrou-se cauteloso nas previsões para o futuro próximo: «Teremos de ver. Acho que os novos princípios tornam o desafio um pouco diferente. A nossa intenção não é a de encomendar mais navios num futuro imediato. Existe capacidade suficiente para cobrir as necessidades», declarou, afastando receios sobre o excesso de TEU’s nos mares: «O volume de  encomendas é, actualmente, o mais baixo dos 2 últimos anos», garantiu.

Olhos postos na «liderança global na logística contentorizada»

Sobre a integração da Hamburg Sud, Vincent Clerc revelou que todos os esforços da companhia dinamarquesa estão actualmente concentrados no processo, que se encontra no seu «dia número dois», ao contrário de outros negócios de aquisição, que ainda aguardam as aprovações necessárias em sede reguladora (como o caso da compra da OOCL pela China COSCO Shipping ou o da fusão das três operadoras japonesas na ONE). Esta será, explicou Clerc, mais uma etapa no longo trilho rumo à «liderança global na logística contentorizada», almejando «integrar e conectar a cadeia logística dos clientes».

Integração da Hamburg Süd traz ganhos na América Latina e Oceânia

Ao analisar a integração da Hamburg Sud, Clerc relevou que o passo estratégico permitirá ganhar preponderância no tráfego Norte-Sul: «Estamos a ganhar uma posição muito significativa na América Latina e na Oceânia, onde realmente somos capazes de reforçar a nossa oferta e sermos capazes, por si só, de oferecer uma série de produtos que não tem comparação na indústria», esclareceu o COO da Maersk Line.



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