Teresa Salgueiro

Intermodalidade: Portugal deve afinar articulação entre ferrovia e portos para ser menos periférico

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A Revista Cargo acompanhou, ao detalhe, a apresentação do Plano Ferroviário Nacional, ocorrida no passado dia 19 de Abril. Teresa Barata Salgueiro foi uma das participantes na mesa redonda que integrou a sessão, na qual se debateu o tema ‘O que o caminho-de-ferro pode oferecer ao país?’. Para a professora Emérita da Universidade de Lisboa, Investigadora do CEG, a intermodalidade deverá ser uma aposta central de futuro.

Para Teresa Salgueiro Barata (que participou no debate juntamente com Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Vasconcelos, administrador da empresa ferroviária Medway, Eduardo Feio, presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes e Nuno Freitas, presidente da CP-Comboios de Portugal), o país tem de chegar a um sólido e definitivo consenso quanto ao planeamento do futuro da ferrovia.

«Não podemos, cada vez que muda o ciclo político, a andar com tudo para trás e a colocar tudo em questão. É, realmente, um defeito que nós temos, mas, politicamente, temos de encontrar forma de ultrapassar isto e de acertar um plano. É fundamental construir consensos políticos», salientou a investigadora, para quem a intermodalidade, seja no âmbito dos passageiros seja nas cargas, «é fundamental».

«Temos de procurar o máximo de intermodalidade»

«Para as áreas urbanas, a intermodalidade é fundamental. Temos de procurar o máximo de intermodalidade», frisou, antes de analisar o domínio do transporte de mercadorias, no qual Portugal tende a manter-se periférico. «Sobre os transportes internacionais, no contexto das mercadorias: é fundamental Portugal jogar com a intermodalidade devido à sua posição internacional. Estamos, penso eu, a ficar muito para trás», alertou.

«Portugal é relativamente central no Atlântico e muito periférico na Europa, e, de facto, temos de olhar para os modos de grande capacidade, como a ferrovia e os portos, e ver como estes se articulam, para ver se Portugal não fica afastado. Com a ferrovia e a navegação, temos de ter atenção ao transportes internacional de mercadorias», rematou a professora Emérita da Universidade de Lisboa.

Foto: Centro de Estudos Geográficos

Saiba mais sobre a sessão de apresentação do Plano Ferroviário:

«Dotar o país de um Plano Ferroviário Nacional é um desígnio» de «enorme importância»

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