tap avião bandeira

Intervenção na TAP obrigará a uma revisão do plano estratégico da companhia área

Aéreo, Empresas Comentários fechados em Intervenção na TAP obrigará a uma revisão do plano estratégico da companhia área 263
Tempo de Leitura: 3 minutos

De acordo com o Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, a potencial intervenção do Estado na TAP exigirá uma revisão do plano estratégico da companhia aérea, o que implicará a reestruturação, já que a dimensão que tem actualmente «não é sustentável», explicou Pedro Nuno Santos.

Governo quer que TAP «possa continuar a servir a economia portuguesa»

Ao intervir durante a audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação ocorrida na passada Terça-feira (dia 19 de Maio), o governante declarou -citado pela Lusa – que o Governo pretende que «a TAP possa continuar a servir a economia portuguesa» e as comunidades, sendo o laço que mantém vivas as «relações históricas que temos com vários países e que, sobretudo, continue a apoiar e suportar um dos sectores mais importantes da nossa economia, o turismo, e o desenvolvimento das nossas regiões».

«Esta intervenção exigirá, obviamente, uma revisão do plano estratégico, aliás já estava prevista, estávamos já em fase de a fazer», acrescentou o governante. Tal redefinição «terá consequências também ao nível da empresa que nós teremos de ter, do ponto de vista de frota, pressuporá também uma necessária reestruturação, porque obviamente estamos perante um contexto de elevada incerteza e a dimensão que a empresa hoje tem não é sustentável face ao momento que nós vivemos e que vamos viver nos próximos anos», esclareceu o ministro.

Intervenção «implicará ajustamento à dimensão da empresa»

ministro Pedro Nuno SantosA intervenção, adiantou o governante, «implicará também um ajustamento à própria dimensão da empresa», lembrando que, fosse a empresa privada, não teria «conseguido os financiamentos que foram conseguidos». Pedro Nuno Santos explicou que está a ser equacionada, actualmente, «a melhor forma» de auxiliar a TAP, fragilizada pela pandemia, podendo ser a acção despoletada em dois horizontes: o de curto prazo, por via de uma intervenção de emergência «ao nível da tesouraria» e outra mais estrutural e de fundo, por via da análise do plano estratégico.

«Não tenhamos ilusões, nós precisamos de revisitar a própria estrutura da empresa, o seu plano estratégico e isso será a tarefa mais distendida no tempo, pela dimensão da mesma, mas isso não pode, nem impedirá, que haja desde logo uma possível intervenção», revelou. «Há aqui uma fase anterior que era importante que nenhum de nós se esquecesse e que é esta negociação com o accionista privado, cuja continuação depende da aceitação das condições que o Estado vai impor” e que são “fundamentais para defender o país e os portugueses», avisou.

Pedro Nuno Santos deixou uma garantia: «A intervenção, assuma ela a forma que assumir, representando compromissos do Estado português, vai ter de exigir desde início um controlo apertado, agora teremos ainda de definir, de efectivarmos esse controlo», o que implica «ter reuniões com o accionista privado» no sentido de «acertar a forma de mesmo não se alterando de início a estrutura societária nós consigamos ter um papel preponderante no controlo da caixa, no controlo da frota».

Com Lusa

Author

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com