Intimidações impedem contratação de 30 trabalhadores por parte da Yilport Setúbal e Operestiva

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A manhã de Sábado passado (dia 27 de Outubro) ficou marcada por dois eventos que prometem marcar a agenda mediática e comunicacional do sector marítimo-portuário português nos próximos dias: aquilo que seria um passo adiante no processo de contratação (sem termo) de 30 trabalhadores eventuais, acabou por se tornar num cenário de instabilidade, e, reportou no própria dia a Yilport, de intimidações por parte de uma comitiva de 100 pessoas, que, segundo relatou a holding turca, acabou por inviabilizar tal contratação.

Medida «inédita» em Setúbal…

Tudo se passou no Porto de Setúbal: pelas dez horas manhã, a Yilport Setúbal (Sadoport) e Operestiva – Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal esperavam-se reunir com os 30 trabalhadores eventuais, a fim de celebrarem contratos definitivos «sem termo». A medida «inédita» no porto sadino, declarou a Yilport, visava «criar condições de trabalho mais favoráveis, e contribuir para o cada vez maior envolvimento e activa participação dos trabalhadores no desenvolvimento do Terminal de Setúbal», um desígnio «em que a Yilport está firmemente comprometida».

…travada por 100 trabalhadores, alguns dos quais «de Lisboa», reportou a Yilport

Mas, apesar de tudo parecer encaminhar-se para a conclusão desse processo, a manhã viria ainda a presenciar um golpe-face causado por cerca de 100 trabalhadores portuários, que, relata a Yilport, impediram todo o processo. « as duas empresas Yilport Setúbal (Sadoport) e Operestiva – Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal, tentaram reunir no terminal de Setúbal, com 30 trabalhadores eventuais contactados ontem, com o objectivo de lhes oferecer um contrato de trabalho sem termo», adiantou a Yilport.

«Atitude intimidatória»: petardos lançados e bloqueios no acesso à infra-estrutura portuária

«As administrações das duas empresas deparam-se com uma comitiva de cerca de 100 pessoas, algumas das quais trabalhadores de Lisboa, a qual demonstrou uma atitude intimidatória tendo sido lançados 6 petardos, um dos quais contra um dos veículos de um dos directores, danificando-o», explica a missiva à qual a Revista Cargo teve acesso. «Os trabalhadores colocaram-se posteriormente na portaria do terminal, procurando impedir o acesso à infra-estrutura Portuária, que só abandonaram, sem reunir após uma hora e meia», pode ler-se.

Assim sendo, conclui a Yilport, a contratação de 30 trabalhadores, que passariam a integrar o quadro das empresas «com vínculo permanente», foi «impedida». Ainda assim, as duas empresas «continuam disponíveis para procurar soluções que melhorem as condições dos trabalhadores, sempre de forma pacífica».

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