«Intransigência» sindical faz cair acordo de paz sócio-laboral em Setúbal, relata a Operestiva

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Depois de duas rondas negociais, nos dias 26 e 29, hoje jogava-se a derradeira cartada para a obtenção de um acordo de paz sócio-laboral para o Porto de Setúbal, mediante a negociação de um Contrato Colectivo de Trabalho e a integração de trabalhadores eventuais nos quadros da empresa portuária Operestiva. Mas, relata a empresa liderada por Diogo Marecos, não foi possível chegar a um acordo que esteve praticamente na forja.

Acordo em Setúbal falha por «totalmente alheios» à Operestiva, assegura a empresa

Segundo a Operestiva, «não foi possível chegar a acordo por razões às quais somos totalmente alheios»: ora, como explica através de um comunicado, ao qual a Revista Cargo teve acesso, o acordo falhou na sequência da «intransigência dos representantes sindicais quanto ao Porto de Leixões e de Sines». Foi este, segundo a Operestiva, «o único obstáculo à conclusão de um acordo», um desenvolvimento que prejudicará «todos os trabalhadores do Porto de Setúbal», pode ler-se na missiva.

Dizendo-se empenhada em «participar activamente numa alteração profunda das relações laborais no Porto de Setúbal», a Operestiva recorda que em cima da mesa de negociações não estiveram, nos últimos dias, «condições remuneratórias – que são bastante acima da média nacional»: estiveram sim, questões alheias ao porto sadino, que acabaram por fazer desmoronar o acordo, uma vez que a integração de trabalhadores (eventuais) foi fechada com sucesso entre as partes envolvidas no processo.

Já na próxima semana: porto sadino «deverá ter uma quebra de 70% na carga movimentada»

O cenário, pouco famoso, poderá ainda piorar no futuro, prevê a Operestiva: «próxima semana o Porto de Setúbal deverá ter uma quebra de 70% na carga movimentada», alertando ainda para a «fuga consistente de clientes para outros portos, nomeadamente espanhóis», factores que obrigarão a empresa a «proceder a uma avaliação» da sua «viabilidade económica». Estão, no entanto, «salvaguardados todos os direitos dos seus trabalhadores».

Solidariedade sindical para com outros portos impediu acordo que integraria 56 trabalhadores

No fundo, tudo estaria bem encaminhado para finalizar o acordo e a integração de 56 eventuais nos quadros das empresas, mas o SEAL não terá abdicado da greve ao trabalho suplementar, em solidariedade com os seus afiliados no Porto de Leixões e Sines: esta é a grande razão alheia a Setúbal e às empresas portuárias da infra-estrutura portuária sadina. Ainda assim, as tentativas de reatar o acordo não deverão cessar.

 

 

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