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Inundações na Alemanha, Bélgica e Países Baixos geram caos ferroviário e logístico

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As devastadoras inundações que afectaram o centro da Europa prometem deixar o sector ferroviário e a logística de mercadorias em estado de sítio: os primeiros impactos foram graves, e as próximas semanas adivinham-se duras. Países Baixos, Alemanha e Bélgica foram os países mais afectados, com várias linhas ferroviárias cortadas, perda de infra-estruturas e congestionamentos que deverão perdurar no tempo.

Comboios forçados a desviar rotas ou a ficarem parados

A reportagem da publicação ‘Railfreight‘ relatou que os níveis elevados de inundação persistem na maior parte das regiões afectadas, mantendo, assim, o tráfego ferroviário em stand by. As entidades que gerem as infra-estruturas dos três países estão numa corrida contra o tempo para tentar restaurar o tráfego ferroviário o mais rapidamente possível, mas poucas são, até agora, as linhas que foram reactivadas.

Na maior parte dos casos, os comboios têm sido forçados a encontrar rotas complementares ou, no pior dos casos, acabam por ficar estancados. Esta problemática é passível de afectar as conexões terrestres com os portos, tanto para a carga que chega às infra-estruturas portuárias como para a carga que passa para os respectivos hinterlands dos portos. O ocidente alemão foi dos mais afectados pelas inundações, reportando danos significativos.

Segundo o ‘Railfreight’, a parte ocidental da Alemanha sofreu danos avultados na sua infra-estrutura que afectam o tráfego ferroviário internacional de mercadorias. Na Bélgica, a gestora de infra-estruturas Infrabel tenta reiniciar o tráfego, lentamente, linha a linha. Nos Países Baixos, a situação é menos grave, existindo problemas nas ligações transfronteiriças com a Bélgica e, especificamente, entre as cidades de Maastricht e Liège.

Inundações graves lançam disrupção logística na Alemanha

Nos estados alemães da Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado, as consequências são bastante graves – a Deutsche Bahn registou problemas substanciais de infra-estrutura, com «danos massivos em mais de 80 estações e trilhos em uma extensão de mais de 600 quilómetros», reporta a peça do ‘Railfreight’. A avaliação total dos danos ainda está em curso, sendo prematuro cenários de restabelecimento de rotas.

A persistência de altos níveis de água, a proliferação de lama e de detritos diversos tornam impossível abordar e inspeccionar a situação ou iniciar trabalhos de reparo nas linhas ferroviárias afectadas. No entanto, em áreas onde tal já começa a ser possível, a Deutsche Bahn já começou a restaurar os danos, e algumas linhas ferroviárias como a que liga Bonn a Koblentz começarão a operar nos próximos dias.

Na Bélgica, a Infrabel desenvolveu um plano para restaurar gradualmente o tráfego ferroviário nas várias linhas afectadas, após as inundações darem algumas tréguas. A rota de Montzen, uma das rotas que conecta os portos marítimos belgas com a Alemanha, foi aberta novamente para comboios de mercadorias no passado dia 16 de Julho. Ontem (dia 19 de Julho), mais nove linhas voltaram a abrir.

Fonte: Railfreight

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