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Investimento timorense nos Estaleiros do Mondego espera ter apoio do Estado português

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O investimento de 11,8 milhões de euros que Timor-Leste (aqui noticiado pela Revista Cargo) se prepara para fazer nos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), na Figueira da Foz, espera ter o auxílio do Estado português no reanimar da actividade, adiantou uma fonte da empresa.

Investimento deve contar com auxílio estatal luso, diz Bruno Costa

«Há uma coisa pela qual vamos lutar, que é pela ajuda do Estado português. É o primeiro grande investimento que Timor-Leste faz num país, é uma coisa nova. E, portanto, tem um interesse estratégico e político muito grande», disse, à agência Lusa, Bruno Costa, gerente da AtlanticEagle Shipbuilding, cujo sócio maioritário é uma sociedade criada pela Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (Timor-Leste).

«A partir de agora [do investimento de Timor-Leste na recapitalização dos estaleiros navais] Timor também espera do Estado português algum tipo de apoio a este investimento que está a fazer», salientou Bruno Costa. Tais auxílios, vincou o gerente da AtlanticEagle Shipbuilding, passam por apoios à recuperação das infra-estruturas dos estaleiros navais (atingidas tempestade Leslie, na recta final de 2018).

MondegoOs auxílios poderão ainda passar pelas «condições» das rendas que a empresa de construção e reparação naval paga à administração portuária da Figueira da Foz, adiantou. Recorde-se que, em 2015, o Governo timorense adjudicou à AtlanticEagle a construção de um ferry, o Haksolok, destinado à ligação com o enclave de Oecusse e a ilha de Ataúro. Por causa das dificuldades financeiras da empresa, o navio não foi concluído.

Na sequência de um pedido de insolvência, a AtlanticEagle Shipbuilding viu aprovado em 96% um Plano Especial de Recuperação, com os votos favoráveis da Autoridade Tributária, Segurança Social e do seu maior credor, precisamente a RAEOA. Bruno Costa sublinhou que o investimento de 11,8 milhões de euros) de Timor-Leste na capitalização da empresa detentora dos ENM «não é um investimento só para acabar o ferry e os pontões», mas também para que a empresa possa ganhar capacidades para competir nos mercado nacional e internacional.

«Era muito importante, importantíssimo, que o Governo português também ajude nesta iniciativa, que é de um país irmão. Espera-se do Estado português uma ajuda, uma abertura, para, de alguma forma, agradecer, entre aspas, esta entrada [de Timor-Leste no estaleiro], que vai recuperar uma indústria, a da construção naval», rematou Bruno Costa à Lusa.

Fonte: Lusa

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