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IP defendeu, no parlamento, a selecção do traçado ferroviário que vai ligar Sines a Elvas

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A selecção do traçado da futura conexão ferroviária de mercadorias do Corredor Internacional Sul Sines-Elvas (Caia) foi resultado, explicou António Laranjo (presidente da Infraestruturas de Portugal), da avaliação ambiental, afirmou hoje o timoneiro da IP no parlamento.

De acordo com António Laranjo, a IP coordenou a elaboração de «todos os estudos que permitiram à APA [Agência Portuguesa do Ambiente] fazer a avaliação que lhe compete e decidir» sobre o traçado mais adequado para o sub-troço Évora-Évora-Norte da futura ligação ferroviária.

Noticiada em primeira mão pela Lusa, a intervenção de António Laranjo decorreu durante uma audição da comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, em Lisboa, a pedido do BE e PCP. O dirigente da IP adiantou que a preferência incidiu numa solução próxima da zona urbana, mas as preocupações estão na minimização dos impactos para «as pessoas».

No arranque dos trabalhos, Carlos Fernandes, vice-presidente da empresa gestora das infra-estruturas rodo-ferroviárias, revelou que a construção do corredor ferroviário que ligará o Porto de Sines e a fronteira espanhola (Caia) deverá ficar concluída até 2030. Esta conexão abrirá a porta para a redução do actual transporte de mercadorias em cerca de 140 quilómetros de extensão e para a poupança de três horas e meia gastos no percurso, passando de 17 comboios com 400 metros para até 30 comboios com 750 metros, diariamente, retirando das estradas o equivalente a 850 camiões.

Deputados criticaram escolha do traçado e vertente única de transporte de cargas

O projecto sofreu, durante a sessão, várias críticas por banda dos partidos: João Oliveira (PCP) considerou que o corredor ferroviário sofre das «cicatrizes do projecto de alta velocidade», ao passo que o BE, por intermédio de Heitor de Sousa, criticou «o atravessamento de uma zona urbana» e mostrou incompreensão pelo facto de estar a ser edificado um corredor apenas para mercadorias – uma crítica partilhada por António Costa da Silva, do PSD. Para o deputado laranja, as populações alentejanas apenas vão poder ver «os comboios de mercadorias a passar».

Dos três traçados propostos na avaliação ambiental foi escolhido um próximo da zona urbana, o que tem sido contestado pelas populações, que reclamam uma alternativa, temendo o barulho dos comboios. O corredor destina-se a mercadorias, mas a IP admitiu que a ligação Lisboa-Madrid beneficiará deste investimento, pois por onde passam comboios de mercadorias «também passam de passageiros», disse Carlos Fernandes.

Com Lusa

 

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