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Em Janeiro, movimentaram-se menos 13,4% de contentores nos portos nacionais

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O mês de Janeiro trouxe uma quebra de 7,5% na movimentação de carga nos portos nacionais, quando comparado com Janeiro de 2017. E, para essa evolução negativa, muito contribuiu a quebra registada na carga contentorizada.



Segundo os dados divulgados hoje pela AMT, no mês de Janeiro o sistema portuário nacional movimentou um total de 226,2 mil TEU (140,5 mil unidades), um número que representa uma quebra de 13,4% quando comparado com Janeiro de 2017.

A AMT salienta que o desempenho global negativo foi fortemente influenciado pelos resultados do Porto de Sines, o qual registou uma quebra de 22,8% na movimentação de carga contentorizada durante o primeiro mês de 2018.

Segmentos a evoluir, outros a regredir

A AMT deixa ainda nota para o comportamento negativo de outras cargas, entre as quais os Produtos Petrolíferos, Petróleo Bruto e Carvão, com quebra no Porto de Sines (-14,1% nos dois primeiros e -22,% no último), para além dos Minérios em Leixões, com redução de 66%.

Já pela positiva, destaca os mercados do Petróleo Bruto em Leixões, com um acréscimo de +38,9%, seguido do dos Produtos Agrícolas em Aveiro e em Lisboa, com crescimentos de +139,4% e +27%. A par desta influência dá-se também destaque ao papel dos Outros Granéis Sólidos na Figueira da Foz e dos Produtos Perolíferos de Aveiro e Lisboa.

Mais 3,6% de escalas de navios

Relativamente às escalas de navios de diversas tipologias, os portos nacionais registaram um total de 866 escalas, +3,6% face ao mês homólogo de 2017, correspondente a uma arqueação bruta de 15,3 milhões, o segundo valor mais elevado de sempre (ultrapassado apenas pelo de Janeiro de 2017). O aumento de escalas foi observado na generalidade dos portos, com maior destaque para Viana do Castelo (+53,3%), Setúbal (+17,4%) e Aveiro (+10%).

Decréscimo tanto na carga embarcada como na desembarcada

A carga embarcada, com origem quer no hinterland, quer no tráfego de transhipment, registou um volume de cerca de 3 milhões de toneladas, -354,2 mil toneladas face a igual período de 2017. Esta variação foi determinada fundamentalmente pelo registo do Porto de Sines, que recuou -345 mil toneladas (-19,2%), com apoio de Setúbal, Aveiro, Leixões e Faro, que no conjunto ‘perderam’ -82,9 mil toneladas. A carga que mais fortemente condicionou este comportamento foi, como acima referido, a Carga Contentorizada, que registou uma variação de -15,1%, passando a deter uma quota de 48,2%.

Quanto ao volume de carga desembarcada, na qual as “importações” representam tradicionalmente mais de 90%, verificou-se um decréscimo de -5,4% face a Janeiro de 2017, atingindo um movimento global de 4,7 milhões de toneladas, determinado exclusivamente pelo registo de Sines que traduz um recuo de -18,6%.

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos com perfil exportador

Por fim, a AMT salienta ainda que Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, de 80,1%, 64,7%, 56,2% e 100%, respectivamente. Contudo, salienta que o volume agregado da carga embarcada por estes portos representa apenas 15,3% do total, dos quais 9,8% cabem a Setúbal.



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