José Simão DGRM

Janela Única estende-se ao ‘hinterland’ e alcança plataformas transfronteiriças em Badajoz e Salamanca

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Em declarações prestadas ao programa radiofónico da Comunidade Portuária de Sines (CPSI) na rádio M24, José Carlos Simão, Director-geral da DGRM, abordou o lançamento do projecto-piloto da Janela Única Logística (JUL) no Porto de Sines, ocorrido na recta final de Setembro. Celeridade e previsibilidade estão entre os maiores trunfos da plataforma, que estará em comunicação com pontos estratégicos fronteiriços do território espanhol.

Janela única alarga-se ao hinterland para dotar cadeias de maior competitividade

«No Porto de Sines arrancámos com o piloto, e entrou em processo de paralelo, entre o funcionamento real da Janela Única Logística (JUL) e a Janela Única Portuária (JUP). Este arranque está sincronizado com a saída da aprovação do diploma que cria a JUL, em Conselho de Ministros. Nesta medida, podemos trabalhar, em concreto, fora das fronteiras do porto, através daquilo que está previsto nesse decreto-lei, e extrapolar, para fora, toda as boas práticas que são implementadas dentro da zona de jurisdição da administração portuária, que era suportada pela JUP», explicitou.

sines ferrovia Corredor Ferroviário«A JUL pega no bom que advém da JUP e estende, através do hinterland, no sentido de ter as cadeias logísticas – que utilizam os portos nacionais – o mais competitivas possíveis, dentro do território português e também em Espanha, porque estamos a trabalhar com plataformas transfronteiriças junto a Badajoz e também em Salamanca», adiantou José Carlos Simão, lembrando ainda que «o primeiro piloto já foi implementado, nos portos da Madeira, a seguir vamos estabilizar o piloto aqui em Sines, desligando a JUP e colocando apenas a JUL a funcionar».

Previsibilidade é um dos aspectos mais fundamentais

Posteriormente, o plano passará por «avançar para os restantes portos nacionais de forma a que, no primeiro trimestre de 2020, todo o processo esteja concluído de acordo com o que está planeado». Quais são, então, os ganhos trazidos pela nova solução digital? «Acima de tudo temos o grande aumento da atractividade dos portos nacionais, para que os utilizadores escolham os nossos portos e não outros, nomeadamente os da concorrência (Espanha e Mediterrâneo)», respondeu o director-geral da DGRM.

«Ganham os utilizadores finais, uma vez que as cadeias logísticas ficam mais competitivas, reduz-se o preço, a mercadoria anda de forma mais célere, e acima de tudo (um aspecto muito importante na Logística), a previsibilidade. Não interessa que a mercadoria chegue cedo demais ao destino, nem tarde demais – interessa é chegar no momento certo para que as cadeias logísticas estejam perfeitamente sincronizadas (…) o cliente final pode ver online toda esta execução, de forma a poder corrigir algum aspecto», rematou José Carlos Simão.

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