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João Bento: 2020 será um ano de «viragem» no «caminho de transição» dos CTT

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O Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações inaugurou, no dia 14 de Fevereiro, no Centro de Produção e Logística sul dos CTT, as novas máquinas de tratamento de correio adquiridas pela empresa, no âmbito da modernização da operação de tratamento de correio. A Revista Cargo marcou presença no evento e captou as declarações de João Bento, presidente dos CTT, sobre o momento de «transição» que a empresa vive.

Centro de Produção e Logística sul

O ano de 2020, que assinala os 500 anos do Correio «é um ano cheio de simbolismo», começou por declarar João Bento, após o tour às instalações. «Por tudo isto, um momento ainda mais especial, poder contar consigo no dia em que inauguramos estas novas quatro máquinas de mixed mail sorters. Há uma quinta que estamos a instalar no Porto neste momento. Este é, penso eu, o melhor investimento singular, concentrado, na história dos correios em soluções que visam melhorar a qualidade e desempenho», comentou, agradecendo a visita de Alberto Souto de Miranda.

João Bento enfatizou o investimento de «15 milhões de euros num quadro de 40 milhões» que a empresa se encontra a investir em 2018, 2019 e 2020, «sobretudo concentrado em 2019 e 2020». Tal investimento, explicou, «visa também concentrar as nossas redes de distribuição de encomendas e de cartas; visa constituir uma rede de centros de entrega, concentração de centros de distribuição postal, vai permitir melhorar a qualidade e a efectividade da nossa entrega e vai melhorar a qualidade de vida e a qualidade do desempenho dos nossos carteiros».

«Momento de viragem» para os CTT: o caminho de uma «transformação» em marcha

O investimento dos CTT moldar-se-á à evolução das tendências: um cenário em que o e-commerce ganha um relevo preponderante, forçando as empresas a transformarem-se de acordo com as necessidades de um mercado totalmente reconfigurado. «Estamos a investir também, não só em tecnologia hardware e máquinas, mas também em software – novos sistemas de gestão das rotas; este é, portanto, um momento de grande viragem para os CTT, numa altura em que celebramos os 500 anos do Correio e se assinala o fim do nosso contrato de concessão. Isto é apenas uma pequena parte do que estamos a fazer mas corresponde ao processo de transformação», declarou João Bento.

«Precisamos de ser mais eficientes no nosso processo de correio, numa altura em que a sociedade e os hábitos de compra se alteram profundamente, com muito maior nível de digitalização. Mas nem tudo é mau: com mais digitalização haverá menos correio mas haverá também cada vez mais necessidade de operadores que entregam tudo em qualquer lado, e isso é, justamente, a nossa razão de ser», rematou.

Hardware, Software e centros de entregas: as apostas dos CTT

João Bento

Como está, então, a ser levado a cabo este processo de reconfiguração que prepara os CTT para os desafios do presente e do futuro? A acção desenrola-se «em três componentes: uma componente de investimento em máquinas, da qual a parte mais significativa é esta, falamos exclusivamente do correio; estamos também a fazer investimentos na área das encomendas, com equipamento do mesmo género, para encomendas. Depois há uma segunda componente, associada a software, know-how e alteração de procedimentos, olhando muito para a capacitação e investimento nas pessoas. E há uma terceira dimensão, de natureza mais dura, ligada à construção de centros de entrega», enumerou.

Esta última «corresponde à concentração de centros de distribuição postal que se tornaram de dimensão com procura sub-crítica, para termos centros que sejam maiores, com melhores condições de trabalho para os carteiros, para que estes estejam mais preparados para o novo mix que hoje existe, pois antes tínhamos muitas cartas e poucas encomendas, e estamos a caminho de um futuro em que haverá muitas encomendas e poucas cartas. A tendência é a de que o correio caia a um dígito, a aproximar-se dos dois, e as encomendas cresçam claramente a dois dígitos».

«Só que o correio cai de uma base muito grande – portanto, um dígito é muito – e as encomendas crescem a dois dígitos a partir de uma base muito pequena. Temos que ter as condições de sustentabilidade, trata-se de um desafio de todos os operadores, para garantir que somos capazes de ter o tempo e as condições para fazer este caminho de transição», finalizou o presidente dos CTT.

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